quarta-feira, março 25, 2009

Regressos

No sentido de promover alguma orientação ao que considero desastrosamente perdido, ensaio o regresso. O mundo à volta pede sempre algumas leituras pouco próprias que teimosamente guardo para mim. Ou o mundo já não é interessante? Ou desprovi-me de interesse? À medida que cresce a vontade de gritar pelo que é obsceno, invade-nos o instinto, a consciente lacuna da falta de filtro.

sábado, julho 12, 2008

You Have Killed Me

Desorientation

Tudo isto parece tão errado. Sinto que não sinto o suficiente para ter coragem e fugir. Estranho como a fuga seria o acto de coragem. Já não entendo. Já não me entendem. Já não admiram ou acham que é mais perverso fazer-me de tonta e ridicularizar. Já não me suportam. A mim, às coisas que outrora me preenchiam e me agarravam aos outros. Estão a contar-se mais as vezes que quero sair do que ficar a planar algures em ideias e conceitos pré-destinados. O que é que me prende? Sentir que devo estar em dívida... para comigo, pois a teimosia dos tempos tem de ter algum propósito. Estou encurralada, estou amarrada, estou em sofrimento. O que se perde? Uma boa parte da vida que já passou. Valerá a pena? É essa incerteza que não me deixa cair para lá daquilo que esperam... os outros, os relevantes, os que importam. Mas eu quero. E tudo já é uma questão estrutural e não de conceito. E, por isso, eu quero.

sexta-feira, novembro 30, 2007

Efeito Borboleta

Efeito borboleta é um termo que se refere às condições iniciais dentro da teoria do caos. Este efeito foi analisado pela primeira vez em 1963 por Edward Lorenz. Segundo a teoria apresentada, o bater de asas de uma simples borboleta poderia influenciar o curso natural das coisas e, assim, talvez provocar um tufão do outro lado do mundo. in Wikipédia

domingo, novembro 18, 2007

Deixar ir prá guerra

A exigência dos outros recai sempre quando a fraqueza nos atinge. Assemelha-se aos tempos de guerra: atacar o inimigo quando sabemos que a sua capacidade de reacção está limitada. E o inimigo acaba por cair. Nos que ainda são novos e estão na guerra apenas porque o pai lhes disse que deviam servir o seu País, a queda deixa as consciências pesadas. Aqueles cuja brutalidade da infância permite a distanciação, levam as medalhas e as distinções pelas inanimações que provocaram. Nas relações humanas, sociais, a maldade está patente na segunda elaboração militar atrás descrita. Só que aqui, a queda é lenta, pouco sonora e nem sempre perceptível. Quero acreditar também aqui que quando é irreversível, perdemos idade e as marcas de uma infância mal passada. E procurar justificar qualquer acto menos digno com a culpa (dos outros) como escudo deixou de ser aceitável.

quarta-feira, agosto 29, 2007

Under Water

Afundar-me-ia aqui. Memórias, baús, vidas passadas de tão longe que as situamos. A capacidade de regeneração permite suicídios diversos aos quais sucedem renascimentos... forçados normalmente pelo esforço, nosso ou dos outros, que a seu devido tempo se admira. Mundos a tempos descompassados que, não raras vezes, andam à deriva por entre vidas que trespassam pessoas. A sensação de planar junto de um qualquer tecto, de um qualquer espaço onde as personagens encarnam papéis sempre surpreendentes pela qualidade oratória da performance. Planar na transparência que agora caracteriza os limites de cimento, que a civilização há muito impôs, na ilusão de abreviar comportamentos, personalidades e personificações. Algures num estado latente, infernal e até libidinoso pela forma como a persuasão se desenrola, espelham-se vontades deprimentes pela falta de motor mas nunca de vontade. Coordenadas numa vontade desesperada de ser pertença de alguém perfeitamente reclamada e patenteada procuram-se... aqui, perto, familiar oscilam com espaços a três dimensões que a ilusão tão bem elaborou. Só pode realmente existir mas a memória visual não reteve. A justificação sempre pronta, argumentada e cheia de pormenores, que serve de colchão às descidas acidentais permitidas por alguma distracção e cansaço. Afundar-me-ia aqui... com água pelo joelho, de óculos e tubo ou de botija. A água é turva e o tecto confunde-se com o fundo cada vez mais próximo... a pouco luz não chega para perceber a saída onde o ar poderá substituir a água que entrou nos pulmões por acaso. Afundar-me-ia por aqui com a certeza que seria a única pessoa a fazê-lo voluntariamente após todas as contemplações e com todas as malas da bagagem. As tendências suicidas ficam totalmente de parte para o descanso de todos. E as analogias ficam-nos tão bem.

domingo, junho 17, 2007

Pierrot, The Clown

And if you're ever around, in the backstreets or the alleys, of this town, Be sure to come around, I'll be wallowing in pity, wearing a frown, like pierrot the clown.

The way out

sábado, maio 19, 2007

Something to say goodbye

As despedidas servem para separar os lamechas dos que se adaptam às circunstâncias das suas vidas com sucesso e, por isso, são mais leves e felizes.
«Deve sempre dizer-se adeus quando a pessoa ainda nos consegue ver...» ou qualquer coisa do género. E isso permite que a lamechice nunca atravesse os poros dos leves e felizes. E nas despedidas há que ser egoísta e, com piada, dizer-se aquilo que se sente. Não para fazer chorar... para que o outro ria e nos consiga ver ainda mais. Mas esta é uma competência das menos fáceis de se adquirir. Tem que haver aqui uma pitada de mau feitio e alguma imunidade emocional.
E, por mais que os que se foram nos façam falta, nunca, mas nunca, devemos ousar verbalizá-lo, E, pouco a pouco, até mesmo nós nos baralhamos. Existirão mesmo nesse tempo que recusamos recordar? Não. Devemos ter sonhado qualquer coisa.
A imagem mental, outrora clara, tem apenas os contornos principais e o cheiro, dantes entranhado, sumiu-se até do imaginário. Mas, de repente, no elevador, o odor era quase... Na rua, faz lembrar alguém...
Mas em 90% do tempo, nada nos distrai do objectivo: refazer o puzzle para que não faltem peças.

quarta-feira, maio 09, 2007

Here... once again

Common people

Há lugares que gosto de repetir uma e outra vez... em oposição, evito certas pessoas, em certos sítios, vezes sem conta. E não se trata de um mecanismo de defesa, como o evitamento, mas sim de um processo adaptativo: a minha sobrevivência e desenvolvimento passarão sempre por encontrar voluntariamente os indivíduos da minha espécie.

sexta-feira, abril 20, 2007

Auto-exclusão

Quando escreveres a tua biografia, não me incluas. Teria páginas a mais e tu gostas que te leiam. Ou então, abrevia. Não. Não incluas mesmo qualquer referência a mim ou a nós. Podes correr o risco de ser demasiado presunçoso na elaboração dos meus discursos internos. A tua limitação para me interpretares permite-te a acomodação adaptativa perfeita. Quase tão perfeita que se podia escrever sobre isso. Mas... não me incluas na tua biografia.

quinta-feira, abril 19, 2007

Diálogos

Ele - Onde vais? Ela - Deixa-me. Vou. Ele - Estás bem? Ela - Estou. Só não quero estar aqui. Percebes, não percebes? Ele - Não. Não estás bem aqui? Ela - Só estou bem aqui, por isso vou. Ele - E vais bem? Ela - Melhor do que quando cheguei. Obrigada. Ele - Volta sempre.

Thursday

Holly Golightly: Thursday! It can't be! It's too gruesome! Paul Varjak: What's so gruesome about Thursday? Holly Golightly: Nothing, except I can never remember when it's coming up.
Breakfast at Tiffany's (1961)

Near

quarta-feira, abril 18, 2007

Bloc Party

Para quem não conhece...

Finding You

What would you do if you turned around And saw me beside you Not in a dream but in a song? Would you float like a phantom Or would you sing along? Don't know where I'm going Don't know where it's flowing But I know it's finding you What would you do If you saw me driving by in a car The quickest you've ever seen me spin? Would you smile and wave Or would you bow and get in? Don't know where I'm going Don't know where it's flowing But I know it's finding you But then the lightning finds us Burns away our kindness We can't find a place to hide Come the rainy season Surrender to our treasons Can we even find our tears? Don't know where I'm going Don't know where it's flowing But I know it's finding you
The Go-Betweens

terça-feira, abril 17, 2007

There

Just cause you feel it doesn't mean it's there.

domingo, abril 15, 2007

Sentidos Obrigatórios

Manter o que nos faz mal à porta... mesmo que tenha chave.

sábado, abril 14, 2007

sexta-feira, abril 13, 2007

Lyrics

They say it fades if you let it, Love was made to forget it. I carved your name across my eyelids, You pray for rain I pray for blindness.
Arcade Fire - Crown of Love
Just because you've forgotten That don't mean you're forgiven
Arcade Fire - My Body is a Cage

segunda-feira, abril 09, 2007

House

Na Pública, ontem: House - Vai acabar com os metrossexuais De vez em quando, as mulheres precisam de mudar de paradigma. Casava-me com este senhor. Prefiro a disputa intelectual asséptica ao ar clean e simpático. O meu paradigma não mudou. Sempre preferi.

quarta-feira, abril 04, 2007

See you at the bitter end

Since we're feeling so anesthetised In our comfort zone Reminds me of the second time That I followed you home We're running out of alibis From the second of May Reminds me of the summer time On this winter's day See you at the bitter end See you at the bitter end Every step we take that's synchronized Every broken bone Reminds me of the second time That I followed you home You shower me with lullabies As you're walking away Reminds me that it's killing time On this fateful day See you at the bitter end See you at the bitter end See you at the bitter end See you at the bitter end From the time we intercepted Feels more like suicide... See you at the bitter end

A song to say goodbye

Anestesia geral para a mesa 3

Algo está a sair-me da pele... a levar ao limite cada poro e a escapar-se por aí fora. Ao mesmo tempo, os sintomas de privação - ressaca de droga pesada - náuseas, vómitos, dores abdominais. Os analgésicos são placebos; os psicotrópicos criaram a habituação própria com efeitos inócuos. Anestesia geral precisa-se para a mesa 3. Acordar e não dar por nada. Anestesia geral, por favor. Vou contar até 10 por ordem decrescente. 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1, ... 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1, ...

terça-feira, abril 03, 2007

Enough is enough

Boys lie too much Girls act too tough Enough is enough

Down

Drawn by the undertow My life is out of control I believe this wave will bear my weight So let it flow

segunda-feira, abril 02, 2007

Say something

Youre as tight as a hunters trap Hidden well, what are you concealing Poker face, carved in stone Amongst friends, but all alone Why do you hide Say something, say something, anything Ive shown you everything Give me a sign Say something, say something, anything Your silence is deafening Pay me in kind Take a drug to set you free Strange fruit from a forbidden tree Youve got to come down soon More than a drug is what I need Need a change of scenery Need a new life Say something, say something anything Ive shown you everything Give me a sign Say something, say something, anything Your silence is deafening Pay me in kind Say something Im open wide, open wondering Have you swallowed everything Pay me in kind

domingo, abril 01, 2007

Fraude Humana

Em Direito Penal, fraude é o crime ou ofensa de deliberadamente enganar outros com o propósito de prejudicá-los, usualmente para obter propriedade ou serviços dele ou dela injustamente. Fraude pode ser efectuada através de auxílio de objectos falsificados.

No meio académico, fraude pode se referir a fraude científica – a falsificação de descobertas científicas através de condutas inapropriadas – e, de uso comum, fraude intelectual significa a falsificação de uma posição assumida ou sugerida por um escritor ou interlocutor, dentro de um livro, controvérsia ou debate, ou uma ideia apresentada enganosamente para esconder conhecidas fraquezas lógicas.

Fraude jornalística implica numa noção similar, a falsificação de furos jornalísticos.

Fraude Humana é a intenção deliberada de enganar alguém através de comportamentos falsificados com o objectivo de obter um incremento significativo de auto-estima e auto-satisfação. É uma das formas de puro egoísmo característico do ser humano actual.

quarta-feira, março 28, 2007

Id

Constitui o reservatório da energia psíquica, onde se "localizam" as pulsões.
Faz parte do aparelho psíquico da psicanálise freudiana de que ainda fazem parte o ego (eu) e o superego (supereu).
Formado por instintos, impulsos orgânicos e desejos inconscientes e regido pelo princípio do prazer, que exige satisfação imediata.
É a energia dos instintos e dos desejos em busca da realização desse princípio do prazer.
É a libido.

terça-feira, março 27, 2007

Não, não vou por aí

Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces, estendendo-me os braços, e seguros de que seria bom que eu os ouvisse quando me dizem: "vem por aqui"! Eu olho-os com olhos lassos, (há, nos meus olhos, ironias e cansaços) e cruzo os braços, e nunca vou por ali... A minha glória é esta: criar desumanidade! Não acompanhar ninguém. -Que eu vivo com o mesmo sem vontade com que rasguei o ventre a minha mãe. Não, não vou por aí! Só vou por onde me levam meus próprios passos... Se ao que busco saber nenhum de vós responde, por que me repetis: "vem por aqui"? Prefiro escorregar nos becos lamacentos, redomoinhar aos ventos, como farrapos, arrastar os pés sangrentos, a ir por aí... Se vim ao mundo, foi só para desflorar florestas virgens, e desenhar meus próprios pés na areia inexplorada! O mais que faço não vale nada. Como, pois, sereis vós que me dareis impulsos, ferramentas, e coragem para eu derrubar os meus obstáculos?... Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós, e vós amais o que é fácil! Eu amo o Longe e a Miragem, amo os abismos, as torrentes, os desertos... Ide! tendes estradas, tendes jardins, tendes canteiros, tendes pátrias, tendes tectos. E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios. Eu tenho a minha loucura! Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura, E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios... Deus e o Diabo é que me guiam, mais ninguém. Todos tiveram pai, todos tiveram mãe; Mas eu, que nunca princípio nem acabo, nasci do amor que há entre Deus e o Diabo. Ah, que ninguém me dê piedosas intenções! Ninguém me peça definições! Ninguém me diga: "vem por aqui"! A minha vida é um vendaval que se soltou. É uma onda que se alevantou. É um atomo a mais que se animou... Não sei por onde vou, Não sei para onde vou, -Sei que não vou por aí!
José Régio

domingo, março 25, 2007

Contos Infantis

Nunca me incomodaram as despedidas. Vestir a capa de super herói (a força do estereótipo) e fazer-me de feliz. Um até logo em palco que todos confundem com factos verídicos. Idiotices com resultados práticos e mais rugas.

Adaptações Internas

Quase como mudar de cidade, qualquer adaptação interna implica restaurar o modo de vida sem reconhecimento do anterior.

7º dia

"Hoje ressuscitei o meu amigo imaginário."

Funeral

"Hoje enterrei o meu amigo imaginário."

Sensações Físicas

A felicidade para os optimistas leva-os àquele estado irritante de riso constante e olhos brilhantes. Os pessimistas desconhecem o conceito. Depois, há quem alterne por uma boa sensação para os lados do tórax e uma má situada no estômago. Vantagem: duas opções. Desvantagem: tornam-se indissociáveis.

Emergency Exit VI

Social

Ele - "Nós, românticos e romantistas, pairamos sobre as pessoas às quais bastam os aspectos práticos da vida."

Ela - "Pena que, no processo de desenvolvimento intelectual e metafísico, o pragmatismo tenha de vir ao de cima como forma de sobrevivência na sociedade actual."

Ele - (Ela conhece-me demasiado bem e tomou isto como ataque pessoal; sempre tornou tudo tão matemático sem perder a graça; casava-me com ela...)
Ela - (O snobismo que me agrada; mas dizer o contrário daquilo que sentimos permite-nos um pragmatismo adaptativo onde desenvolvemos competências intelectuais e tão pouco exactas; e o treino do auto-controlo atinge os maiores níveis de esforço... primazia do que é relativamente aquilo que seria.)

Hope there's someone

There's a ghost on the horizon When I go to bed How can I fall asleep at night How will I rest my head Oh I'm scared of the middle place Between light and nowhere I don't want to be the one Left in there, left in there Hope there's someone Who'll set my heart free Nice to hold when I'm tired Antony and the Johnsons

sábado, março 24, 2007

Come on, come on, come on, come on...

Strange days have found us

Strange days have found us Strange days have tracked us down Theyre going to destroy Our casual joys We shall go on playing Or find a new town Yeah! Strange eyes fill strange rooms Voices will signal their tired end The hostess is grinning Her guests sleep from sinning Hear me talk of sin And you know this is it Yeah! Strange days have found us And through their strange hours We linger alone Bodies confused Memories misused As we run from the day To a strange night of stone

Conselhos de amiga

Há que matar para não morrer. E a morte voluntária, por suicídio ou homicídio, não conta.

Simbologismos Freudianos

Adormecer exausta depois de mais um dia. Cair para o lado e deixar de sentir o corpo. A transferência necessária do sofá para a cama. Quarto escuro, edredon até às orelhas, almofada baixa, sono REM. Começa então uma curta metragem sem sentido aparente. Numa sala qualquer de qualquer sítio, terra ou país, uma pessoa de faces estranhas, de cabelos compridos, escuros, de peso acima da média e na casa dos trinta aparece com algo nos braços que me entrega. Esta estranha era-me familiar na cena. O que trazia nos braços era um ser vivo. Não era um animal nem mesmo humano. Nunca conseguirei descrever. Sei, pelo cuidado com que lhe peguei, que me era querido e importante e respirava. Ao afastar-me para uma outra sala, observada pela estranha, ao passar o limite da porta, o que era vivo morreu e ficou-se nos meus braços. A mulher estranha soltou uma gargalhada. Aflita (entretanto, desfazendo toda a cama que me acolhia neste devaneio), corri para lhe devolver o que me tinha emprestado. Calmamente, a mulher pegou no ser que renascia instantaneamente no seu colo e lançou-me um dos sorrisos mais ternos e por isso mais assustadores que encontrei em sonhos. Acordei com medo. Acendi a luz porque estava demasiado escuro. Confirmei se mais ninguém estava no quarto. Parecia-me cheio de gente. Acalmei. Fiz a cama de novo com outros lençois e outro edredon como quem muda um cenário. Apaguei a luz e desde então durmo sem almofada e de porta entreaberta.

Out to get you ...again

Im so alone tonight My bed feels larger than when I was small Lost in memories, lost in all the sheets and all old pillows So alone tonight, miss you more than I will let you know Miss the outline of your back, miss you breathing down my neck All out to get you, once again, theyre all out to get you, once again Insecure, what ya gonna do Feel so small, they could step on you Called you up, answer machine, when the human touch Is what I need, what I need is you, I need you Looked in the mirror, I dont know who I am any more The face is familiar, but the eyes, the eyes give it all away Theyre all out to get you, once again, theyre all out to get you Here they come again Insecure, what ya gonna do Feel so small, they could step on you Called you up, answer machine, when the human touch Is what I need, what I need is you Let me breathe, if youd let me breathe Theyre all out to get you, once again, theyre all out to get you

quinta-feira, março 22, 2007

Plaisirs

«A depilação é, sem dúvida, o cinto de castidade psicológico das mulheres urbanas dos nossos tempos. Há delas que não a fazem para não cair em tentação.» Du Diable
O acima transcrito escrevia-se há poucos dias num blog aqui ao lado. E, quase como dando o endereço de uma clínica para mulheres perto da fronteira, informo que existe um gabinete de estética para os lados do Feijó... clandestino, pelo menos a julgar pela localização.

terça-feira, março 20, 2007

Outono, Inverno, Primavera, Verão, Outono...

Algures, por aí, os episódios recentes tornam-se estórias. As certezas do que se diz deixam dúvidas no próprio orador. Algures nas ruas que se cruzam, ficam as vidas intersectadas de alguém, ainda que seja num único minuto. As ocasiões sucedem-se com diferentes atitudes, pessoas e personagens que se encarnam. O estar ou o ficar permite às pessoas sentir uma vida paralela, fingir aquilo que gostariam de ser sem pressões sociais, sem ideias preconcebidas daqueles que já assistiram a momentos menos bons. Noutras vidas, noutras ruas, os desencontros acontecem pela fuga inconsciente de não quer sentir nada diferente, não querer estar envolto num casulo que vai sufocar e terminar com a fase traça. É mais fácil andar que correr e é mais fácil tropeçar que rastejar. O destino que se acha escrito, mas que mesmo assim depende da vontade de alguém, é a treta na qual se precisa de acreditar para continuar. A vida oca, lisa, incolor... Dançar uma dança diferente requer a aprendizagem de passos novos e nessa aprendizagem sempre se pisa alguém. Vezes demais e sem conta. O deambular por cantos conhecidos permite sentir o conforto do pouco mais de metro quadrado, do pó da esquina, dos odores usuais. Depois, a curiosidade de correr para o canto oposto e experienciar outros pós, outros odores, outras rugosidades... Não. O canto escolhido deixa saudades nos fracos de perigo e fortes de audácia. E é aqui que continuar implica não filtrar... o que se tem revelado destrutivo vezes demais. E sim, nas coisas menos racionais, a teoria matemática dos conjuntos funciona lindamente.

segunda-feira, março 19, 2007

Noutra frequência hertziana

I get a kick every time I see you standing there before me I get a kick though its clear to see, you obviously do not adore me

domingo, março 18, 2007

Atmosphere

Walk in silence,

Don't turn away, in silence.

Your confusion,

My illusion,

Worn like a mask of self-hate,

Confronts and then dies.

Don't walk away.

Vicissitudes

Algumas decisões passam por matar ou fazer desaparecer. Parece simples para a maioria dos outros. Mas a premeditação destas alternativas, seja qual das duas for, implica sempre, para as pessoas inteligentes, uma terceira opção - fazer desaparecer com termo de identidade e residência.

Fácil de entender

Sol, roupa de verão, esplanada de água, verde, famílias e cães e pessoas desconhecidas... Sem dúvida, factores estritamente necessários para a criação de conclusões absolutas. Facilitismos do fim de semana.

Home...sweet home(s)

Chegar a uma casa outrora nossa... ainda é nossa mas está em segundo plano. Esquece-se o jeito da porta. Esquecem-se os cheiros dantes familiares. Tudo parece desorganizado, sujo. Entrar no nosso espaço dentro do espaço alheio. O sentido perdeu-se. Chegar, dormir... a cama, a única peça imprescindível... acordar e sair. A rotina repete-se à noite. Nada disto tem o sentimento de perda. Tens sim a conotação de evolução. O tal move on. A vida desenvolve-se agora noutro espaço em que não somos só nós. O indivíduo relacional chega e um qualquer regime transitório permanece ainda em vigor. Sinal de conquista? Ainda não. De mudança? Transitória sim mas por enquanto vitalícia. Arrumam-se os bilhetes dos concertos onde estivemos, as fotografias da parede e o computador, tão usado em noitadas, que fez o seu último shut down há já algum tempo. O correio é cada vez menos e com mais publicidade. Os vizinhos cada vez mais estranhos. Manter ainda o distante acenar ao senhor do café em frente. Perceber que, de todos os lugares por onde se passe, existem uns que vão ter sempre o nosso prego na parede. Ou então, fazemos uma cópia da chave e um dia qualquer regressamos para deixar apenas o buraco. Normalmente aquele que a nossa competência para a bricolage fez cair metade da parede. Mas nestes paradigmas de incompetência, até quase emocional, nada como espetar outro prego ainda maior. Talvez não caia ou denuncie a nossa presença.

quinta-feira, março 08, 2007

Dias inconvenientes

7 h: Acordar, olhar-me no espelho e sentir que tudo está a revelar-se na pele e nos corpos estranhos que nela aparecem; a maquilhagem em dosagens cada vez maiores.
13h: Alguém dizer: "De vez em quando, tens expressões faciais de uma pessoa de terceira idade".
A boa educação não me permitiu ter a resposta adequada nestas duas situações. As desvantagens de não querer nunca sair do salto. Mas podia.

Decisões

Num fim de semana regressar às origens, usar o fio de prumo e alinhar o que parecia desajustado. A seguir, decidir o óbvio quando explicado por quem nos faz todo o sentido. E ficar tão feliz por isso. O costume de trazer o mundo às costas turva a capacidade de ir para lá do que é absolutamente necessário e essencial. Tomar uma das decisões mais importantes da vida sem quaisquer second thoughts. Aliado a isto, reconhecer que nos esquecemos de nós demasiadas vezes. Esquecemos que o nosso esforço para as coisas práticas da vida é apenas parte do procedimento e não do processo. Esquecemos que os outros são parte integrante da nossa vida social enquanto indivíduos. Esquecemos de estimar as nossas especificidades e idiossincrasias. E assim acontecem as grandes mudanças intrínsecas que o exterior revela, para que se envelheça da forma que melhor nos convém e nos causa menor transtorno. E já agora que nos confirme que os neurotransmissores responsáveis pelas sensações de bem estar, de quando em vez, fazem o seu papel.

This is the day

Well, you didn't wake up this morning because you didn't go to bed You were watching the whites of your eyes turn red The calendar on your wall is ticking the days off You've been reading some old letters You smile and think how much you've changed All the money in the world couldn't buy back those days You pull back your curtains And the sun burns into your eyes You watch a plane flying Across a clear blue sky This is the day Your life will surely change This is the day When things fall into place You could've done anything If you'd wanted And all your friends and family think that you're lucky But the side of you they'll never see Is when you're left alone with the memories That hold your life together ... like glue You pull back your curtains And the sun burns into your eyes You watch a plane flying Across a clear blue sky This is the day Your life will surely change This is the day When things fall into place This is the day your life will surely change
The The

terça-feira, fevereiro 27, 2007

Roller Coast

Ao fim de 2 horas de espera na fila, conseguir finalmente o bilhete para a montanha russa que mais sensações desperta... especialmente naqueles últimos metros onde se pára e se preparam os corpos para a descida monumental... entrar na cadeira, pôr o cinto, andar a 100 km/h, subir, descer, sentir o estômago a tentar encontrar o seu espaço... última volta... subida, paragem... é agora...
Ouvir pelos altifalantes que um qualquer mecanismo avariou e que a reparação vai ser prolongada... descer à terra de uma outra forma qualquer.

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Agressividade autorizada

Em certos dias (como o de hoje), gostava de ser o Muhammad Ali.

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Alegria do dia

Chegar a casa e ouvir "o Benfica ganhou" quando a nossa preferência futebolística, se existe, está mais para os lados do Campo Grande.

Pessoa vs Infante D.Henrique

Na pacatez do sofá, assistia ao documentário sobre Fernando Pessoa inserido no programa televisivo Grandes Portugueses. Clara Ferreira Alves, no seu registo habitual, conta-nos Pessoa como se, de seguida, fossemos até à Brasileira ter como o poeta, beber um copo de vinho na sua companhia e dizer-lhe: "é pá, vi-te na televisão". Por ser o primeiro documentário, da série de dez que ilustram os maiores portugueses que o cansaço me permitiu ver, mas principalmente por estar tão bem feito, a curiosidade permaneceu para o dia seguinte. Personalidade: Infante D.Henrique. O início foi assustador com Gonçalo Cadilhe a sair do mar, de prancha de surf debaixo do braço e tão ofegante que eu só percebi a palavra Henrique porque estava sugestionada pelo rodapé que continha essa informação. Desde espalhar pontos de interrogação pelo chão do Padrão dos Descobrimentos, à entoação, aos gestos e à tentativa de ter piada quando não tem a mínima ponta, tudo aconteceu. E não exagero: um lacobrigense olhou para a câmara e mandou beijos para a mulher e para os filhos lá para casa, a pedido de Cadilhe. Resta-me o silêncio para não ofender ninguém. Esqueçam. O Infante ganhou territórios longíquos, pelo menos durante uns tempos, mas aqui nem nos cinco primeiros chega. Não há personalidade que aguente tamanha humilhação.

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

Marasmo musical

Nestes momentos, nada como ouvir os clássicos...

Caminhos

Estar por aqui. Perceber que a fuga passava por ali não tivesse eu medo do mar. Estar... Por aqui... Absorver um estado morfológico próprio deste sítio e das pessoas que aqui vivem... Como escolher o "Crime e Castigo" para livro de férias e assegurar que não se fica sem leitura a meio.

Pictures of you

Fragmentos de coisas, de pessoas, de acontecimentos, de memórias... mais ténues se tão passadas, se tão pouco vividas... mais nítidas quando deixamos ficar alguma coisa, de propósito ou não...ainda mais nítidas se foi tão de propósito.
Traduzido à letra, podemos pensar nas fotografias que guardamos.
Contextualizado, pode ser tudo aquilo que guardamos no nosso imaginário ou na elaboração da nossa realidade. A elaboração estraga tudo. Mas o estado já artificial que encerramos não permite que seja doutra forma.
Mas nem sempre os pedaços têm a validade expirada. O presente é tão sujeito à imagética da memória como qualquer outro momento espacio-temporal. E recordar o que acaba de acontecer, com uma imagem nítida e clara, tem sempre uma enorme vantagem: os detalhes perduram um pouco mais. E neste último parágrafo situo as pictures of you. Pelo menos, durante mais algum tempo... enquanto conseguir lembrar-me de todos os pormenores.

Imposições

Tell me how do I feel Tell me now how should I feel

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Desperdícios

Não vem de escada que o incêndio é no porão.

Frase do dia

No auge do desespero, a rotina altera-se para incluir uma actividade qualquer outrora desinteressante. E isto mostra a força de uns, a fraqueza de outros ou ambos.

O melhor ............ do mundo

É pena que só possa dizer-se isto de um bolo de chocolate...

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Distância socialmente aceite

Conceito desconhecido de:
- pessoas estranhas que se penduram no nosso ombro quando estamos no multibanco;
- pessoas estranhas que gostam de encostar-se a nós, na paragem de autocarro, para consegui ler os títulos do jornal que seguramos nas nossas mãos ou o som que emana dos phones do nosso ipod;
- pessoas estranhas que, na caixa do supermercado, parecem querer juntar as suas compras às nossas e tornarem-se personagens de um anúncio onde a fala é "pago eu";
- conhecidos que falam em cima de nós e fixam os nossos lábios como se quisessem, a qualquer momento, fazer-nos respiração boca a boca;
- amigos que, por saberem que isso nos incomoda, mantêm uma curtíssima distância física e acompanham o nosso afastamento com o toque.
Realmente, nos dias que correm, o aumento do relacionamento humano está para o decréscimo da intimidade como as lojas de conveniência para os fumadores.

quarta-feira, janeiro 31, 2007

Strange Days

Acordar às 7 da manhã depois de dois dias de cama...
Qualquer coisa no estômago e uma quantidade estúpida de comprimidos e xarope... quarto dia consecutivo... de repente, a sensação que aquela não é a minha escova de dentes, a minha roupa... demorei quase duas horas a sair de casa. O carro não era o meu e parecia ser a única coisa que batia certo por aqui. De volta ao trabalho. "Como está?"; "Está melhor?". Quem é esta gente? Como é que sabem que eu estive pior para perguntarem se melhorei? Depois percebi. Atitudes estranhas para com pessoas de faces familiares. O longo tempo que a percepção demorou a percorrer o seu caminho habitual deve-se a tudo isto estar desprovido de qualquer sensação de incompreensão. Cheguei. Finalmente. Strange days make people seem wicked... Strange days have found us.

segunda-feira, janeiro 29, 2007

Ai!

É esta coisa que me faz estar de cama há dois dias...
E por mais substâncias que meta, parece resistir a tudo.
Ai!

quinta-feira, janeiro 25, 2007

Cheiro a mofo

A sensação olfactiva que nos atravessa quando descobrimos aquela camisola de lã, feita pela avó, no fundo do armário. Deixámos de a ver porque a indumentária recente foi sobrepondo esta na gaveta. Deixámos de a ver e portanto, esquecemos que existia. Deixou de fazer-nos falta, mesmo nos dias com temperaturas indecentemente frias. E quando a encontramos, mesmo que seja nos tais dias de Inverno rigoroso, já não a usamos. Não a queremos usar. E seguem-se os argumentos: mesmo que seja lavada várias vezes, cheirará sempre a mofo; as cores já não combinam com as actuais tendências; o padrão já não se usa em lado nenhum; a lã passa a picar de modo insuportável. E o cheiro a passado não desaparece. A camisola volta para o fundo da gaveta e, tal como na ordem natural das coisas, o presente sobrepõe-se. Definitivamente, somos todos animais de hábitos.

segunda-feira, janeiro 22, 2007

Verdades populares

Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.

Peça de teatro

Começar por ser a protagonista e acabar em figurante apenas numa cena acessória.
E a hora de almoço pelo meio.

Estados de espírito

Descobrir, muito perto dos trinta, que o Pai Natal não existe.

Late Night

Sair tarde do escritório. Usual. Um hábito, pode mesmo dizer-se. O mesmo ritual de sempre: shut down, casaco, luzes, porta, elevador, rua. Até à paragem do autocarro, sinto que estou num dormitório à céu aberto - bancos de jardim, vãos de escada e passeios servem de beliches. Alguém sentado no chão aguarda uma ambulância rodeado de pessoas. Alguém jaz morto, da bebedeira, junto a uma árvore. Um cego espera que alguém lhe diga que autocarro é aquele. 10 minutos de espera. Perante tudo isto, elaboro sobre o dia difícil que termina e, inevitavelmente, dada a hora tardia, um pensamento de cor neutra ocorre: "existem vidas piores". Finalmente chega o 9. A caminho de casa canto, para dentro, como quem diz uma oração e pede misericórdia: "don’t know where I’m going; don’t know where it’s flowing; but I know it’s finding you..."

domingo, janeiro 21, 2007

Recomenda-se

"Jazz is a white term used to define black people. My music is Black Classical Music."
"You can see colors through music... Anything human can be felt through music, which means there is no limit to the creating that can be done... it's infinite."
Eunice Kathleen Waymon, mais conhecida por Nina Simone

quarta-feira, janeiro 17, 2007

All I'm askin' is for a little respect

Analogias de mim II

Hoje quero estar assim...

Estados alterados

Alguns dias, como hoje, exigem de nós uma mutação quase genética em escassas horas... Acho que algo parecido com isto já ajudava...

Analogias de mim

Sacos de pancada, 3 tamanhos diferentes... Façam o favor de escolher!

terça-feira, janeiro 16, 2007

9h05m

Loja do cidadão. O último sítio onde quero estar, especialmente de manhã... O barulho do mecanismo electrónico que dita o número do "contemplado" após horas de espera. Um calor sujo típico destes sítios. O ambiente estranho que se observa. Gente feia, bizarra, que tresanda. Mas sendo cidadão trabalhador é preciso estar inscrito na Segurança Social (a propósito, a minha senha é a 743) e saber que a Direcção Geral de Impostos situa-se no 1º piso, à esquerda.
Pagava para alguém se fazer passar por mim e falsificar a minha assinatura. Pagava. Pagava muito.
E os cheiros... odores humanos estranhos a narizes asseados... caril, muamba, feijoada à brasileira, arroz chow-chow... Pagava. Pagava muito.
O ar típico das senhoras que ocupam a cadeira por detrás dos guichês, o discurso ensaiado de termos técnicos que nem elas próprias ousam perceber. Pagava. Pagava muito.
E o cheiro... nauseabundo...

Frases Matinais

Tudo o que é matinal é, já em si, relacionado com algum sacrífico, quase religioso, que me é imposto. Os despertadores, cujo som mais estridente é o único capaz de me tirar da cama. O ritual do pequeno-almoço... monótono até para os senhores de hábito(s). O formato dos programas televisivos, repetido canal após canal, e a palavra "matinal" sempre no genérico. Até o leite com o mesmo nome implica a desagradável sensação de beber o melhor alimento do mundo, acto para mim impensável, até na minha rotina. Hoje, enquanto emergia a dúvida da chegada do 9, ouvia uma música... a selecção da banda sonora feita por outro ser que habita o meu corpo pelas manhãs. E uma frase ouve-se um pouco mais alto na música (acho que foi aí que comecei a acordar): «she only comes when she's on top».
Bom dia.

segunda-feira, janeiro 15, 2007

Breath In Breath Out

Verdades absolutas

"Qualquer um pode zangar-se - isto é fácil. Mas zangar-se com a pessoa certa, na medida certa, na hora certa, pelo motivo certo e da maneira certa - não é fácil." Aristóteles A propósito desta frase, surgiu o comentário «isso pode ser aplicado a quase tudo na vida: amor, amizade, trabalho, sexo, bebida, etc». Será isso o importante? Não é a base onde tem aplicação mas o grau de discernimento necessário num ambiente conflituoso... essa é a discussão. É quase uma capacidade adquirida apenas pelas mentes de maior alcance... Nunca conseguirá encontrar-se em alguém toldado pela realidade enviesada.

Imposições

“É sempre bom acabar com uma pessoa quando ela gostava de te ver outra vez, pois hás-de passar inevitavelmente por uma altura em que vais deixá-la porque já não te quer ver mais.” Irvine Welsh

O impossível e por isso provável...

A propósito de Zeca Afonso, Sérgio Godinho dizia:
"Abriu janelas onde nem paredes existiam."
A melhor definição para as exigências que me foram impostas neste início de ano.
O pior é que eu preciso de luz natural...

sábado, janeiro 13, 2007

Escritas passadas... diferentes contextos

A Bolha Constante «Viver numa bolha rodeada pelo restante mundo... até às 6 da tarde...» Quase tão impossível como não permitir que o tempo avance ou o espaço se movimente. Quase tão impossível como a não vitimização por todas aquelas coisas que gostamos de ver reforçadas. Quase tão impossível como conseguir respirar agora. Tão possível que merece o estatuto de patológico e por isso improvável. Talvez procure um espinho... ou deixe que o oxigénio escasseie.

Tentativas para um regresso à Terra

O sol ensina o único caminho a voz da memória irrompe lodosa ainda não partimos e já tudo esquecemos caminhamos envoltos num alvéolo de ouro fosforescente os corpos diluem-se na delicada pele das pedras falamos rios deste regresso e pelas margens ressoam passos os poços onde nos debruçamos aproximam-se perigosamente da ausência e da sede procuramos os rostos na água conseguimos não esquecer a fome que nos isolou de oásis em oásis hoje é o sangue branco das cobras que perpetua o lugar o peso de súbitas cassiopeias nos olhos quando o veludo da noite vem roer a pouco e pouco a planície caminhamos ainda sabemos que deixou de haver tempo para nos olharmos a fuga só é possível dentro dos fragmentados corpos e um dia......quem sabe? chegaremos Al Berto

domingo, janeiro 07, 2007

Murder

And you did your best but

As I live and breathe

You have killed me

sexta-feira, janeiro 05, 2007

Ansiedade de separação II

Na fase final, a criança já chora por chorar... já chora porque o desconhecido da prima afastada não está por perto.

The only mistake

Achar que a presunção é a nossa melhor qualidade e que, por isso, deve estar reflectida em todos os nossos comportamentos... achar também que os outros são da mesma opinião.

quinta-feira, janeiro 04, 2007

A vontade de estar próximo de alguém ou de atrair a sua atenção, ainda que tenha a obrigatoriedade de ser contrariada, conduz, quase sempre, a um desencantamento incompatível com a mera relação social. É que já não se respeita o que é expressamente proibido e obrigatório e cada vez mais perde-se a noção do ridículo. Depois a culpa é da sociedade moderna actual que não permite as circunstâncias ideiais para a promoção do relacionamento interpessoal.

quarta-feira, janeiro 03, 2007

2007 - O ano do porco

Alguém me disse nas primeiras horas do ano "este é que vai ser o ano; 2007 é que vai ser"... Toldada pelo whisky que ingeria há largas horas, quis acreditar que o novo ano no qual tinha acabado de entrar poderia, de facto, vir a ser o palco de grandes, ousadas e corajosas transformações... e acreditei até... acreditei um pouco menos lá para a madrugada...ok, ia deixando de acreditar ao mesmo tempo que o copo que a minha mão segurava fazia, cada vez menos vezes, o caminho em direcção aos meus lábios... muitas horas depois... Quis acreditar que 2007 me traria mais confiança, mais segurança, mais momentos felizes e motivantes, menos confusão mental e emocional, mais clarividência... Ok, acreditei durante umas horas... Ok, tenho esperança de tornar a acreditar na próxima histeria e psicose alcoólicas... sou crente nas coisas impossíveis que ambiciono... felicidades relativas, tipo catalisadores de reacções, momentos, acções, ponderações e, mesmo decisões importantes... ou bebo em demasia... 2007 vai, de certeza absoluta, ser um ano diferente de todos os 20 e muitos que passei e todos os 30 e tal que espero viver... crenças na sua pequenez própria... mas as minhas crenças continuam a residir em impossibilidades... Ainda assim, outro ano para viver... algures por aí, desorientada momentaneamente ou com a rosa dos ventos na mão.

Primeira imagem de 2007

Última imagem de 2006

sexta-feira, dezembro 22, 2006

Até para o ano...

Have yourself a merry little christmas

Ansiedade de Separação

A sensação que se deixa quando só voltamos para o ano. Levamos alguma coisa que não regressa connosco no novo ano. E tínhamos a certeza que já não precisávamos disso... até ao momento em que nos despedimos dizendo «até para o ano».

sexta-feira, dezembro 15, 2006

Out to get you

Looked in the mirror, I don't know who I am any more

The face is familiar, but the eyes, the eyes give it all away

Amores incondicionais

Comer gomos de laranja dados à boca...

Kit de sobrevivência

Para o dia de hoje...

Silogismo do dia

Faz todo o sentido Pode acontecer Por fazer todo o sentido, não pode acontecer.

Acordares

Hoje acordei sem vontade de ver certas pessoas... pelo menos até às 11 da manhã...
Acho que vou usar uma venda...

quinta-feira, dezembro 14, 2006

Natal

A segunda maior árvore de Natal da Europa (dispensável) Iluminações de Natal até em ruas secundárias O azul brilhante da avenida da Liberdade (não desgosto) A iluminação cá do bairro Árvore de Natal com bolas vermelhas e chocolates pendurados Lista de presentes Jantares de Natal até ao dia 23 A publicidade televisiva a brinquedos Crianças, no plural Ida a Toys'R'Us Irritação provocada pelas músicas da época Frio e lareira Irritação provocada pelas mensagens da época Presentes de última hora Gente, muita gente Lojas, centros comerciais A indecisão de um presente até ao último momento Bacalhau e cabrito Mousse de chocolate com bolacha da mãe A receita de filhoses da avó Bolo Rei sem frutas cristalizadas

quarta-feira, dezembro 13, 2006

Miopia emocional

Confusão Mental

Estou baralhada... de que lado está a razão !?

Lilah

you're the night, Lilah a little girl lost in the woods you're a folktale the unexplainable you're a bedtime story the one that keeps the curtains closed I hope you're waiting for me cause I can't make it on my own I can't make it on my own it's too dark to see the landmarks and I don't want your good luck charms I hope you're waiting for me across your carpet of stars you're the night, Lilah you're everything that we can't see Lilah you're the possibility you're the bedtime story the one that keeps the curtains closed and I hope you're waiting for me cause I can't make it on my own I can't make it on my own unknown the unlit world of old you're the sounds I've never heard before off the map where the wild things grow another world outside my door here I stand I'm all alone driving down the pitch black road Lilah you're my only home and I can't make it on my own you're a bedtime story the one that keeps the curtains closed I hope you're waiting for me cause I can't make it on my own I can't make it on my own Uma das melhores músicas deixadas no meu voicemail...

Cure for pain

Terapêutica precisa-se

Du Diable

http://www.dudiable.blogspot.com/ Sempre preferi o Inferno...

Estados físicos II

O corpo não espera. Não. Por nós ou pelo amor. Este pousar de mãos, tão reticente e que interroga a sós a tépida secura acetinada, a que palpita por adivinhada em solitários movimentos vãos; este pousar em que não estamos nós, mas uma sêde, uma memória, tudo o que sabemos de tocar desnudo o corpo que não espera; este pousar que não conhece, nada vê, nem nada ousa temer no seu temor agudo... Tem tanta pressa o corpo! E já passou, quando um de nós ou quando o amor chegou. Jorge de Sena

Idioteque

Here I'm allowed Everything all of the time

Frases II

Se resistimos às nossas paixões é mais pela sua fraqueza do que pela nossa força.
La Rouchefoucauld

Estados físicos

Frases

Todas as paixões que não sejam do coração dissipam-se meditando.
Lord Byron

segunda-feira, dezembro 11, 2006

Invicta

Estar em sítios pouco conhecidos causa, na maioria das vezes, insegurança e timidez. Acho que o contrário pode significar que o que nos é familiar já não faz assim tanto sentido. Mas também pode apenas querer dizer que se tem capacidade de adaptação. Seja como for, nunca antes estar sozinha numa cidade praticamente desconhecida me tinha feito sentir em segurança. Acho que é uma questão temporal. Não. Não é porque os dias estão chuvosos ou porque estamos em Dezembro. É a questão de o desconhecido ser temporário e permitir a viagem de volta a casa.
Mas devo dizer que a Invicta fez-me bem à alma: está mais quieta.

Castelos... quem não os faz no ar?

Este é, sem dúvida, o mais bonito castelo do nosso país. Há muito tempo que não dizia isto. Esquecimentos que a memória provoca. Este fim de semana trouxe-me a vontade de repetir aquela frase, até mesmo ao porteiro de um prédio da avenida da Boavista. Exageros.

quinta-feira, dezembro 07, 2006

Superego

É inconsciente, é a censura das pulsões que a sociedade e a cultura impõem ao id, impedindo-o de satisfazer plenamente os seus instintos e desejos. É a repressão, particularmente, a repressão sexual. Manifesta-se à consciência indiretamente, sob forma da moral, como um conjunto de interdições e deveres, e por meio da educação e da produção do "eu ideal", isto é, da pessoa moral, boa e virtuosa.

Instrumentos de Tortura

Deixo aqui algumas ideias...

Instrumento de Cobardia

Instrumento de Fuga

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Pela estrada fora...

- Tem cuidado na estrada. - Sim. Eu sei. - Mas cuidado com a curva. - Sim. Estou a ver. - Cuidado... - SIM!!! Há palavras que se dizem demasiadas vezes... deixo de ouvi-las à terceira verbalização... acho que é a partir da quarta que se tornam verdadeiras... mas aqui já sou surda.

domingo, novembro 26, 2006

Emergency Exit

Choose Life... I chose not to choose life...

Disorientation

Sonhos em desesperos de causa II

Algures por aqui...

Como de súbito na vida

Como de súbito na vida tudo cansa! e cansa-nos a vida e nos cansamos dela, ou ela é quem se cansa de nós mesmos, na teima de existir e desejar? Porque, neste cansaço, não o que não tivemos, ou que perdemos, ou nos foi negado, o que de que se cansa, mas também o quanto temos, nos ama, se nos dá até os simples gozos de estar vivo. Um dia é como se uma corda se quebrara, ou como se acabara de gastar-se, que nos prendia a tudo e tudo a nós. Não é que as coisas percam importância, as pessoas se afastem, se recusem, ou nós nos recusemos. Não. É mais ou menos que isto - se deseja igual ao como até há pouco desejávamos. É talvez mais. Mas sem valor algum. O dia é noite, a noite é dia, a luz se apaga ou se derrama sobre as coisas mas elas deixam de ter forma e cor, ou se sumir no espaço como forma oculta. E o que sentimos é pior que quanto dantes sentíamos nas horas ásperas da fúria de não ter ou de ter tido. Porque se sente o não sentir. Um tédio Não como o tédio antigo. Nem vazio. O não sentir. Que cansa como nada. Até dizê-lo cansa. É inútil. Cansa. Jorge de Sena