Quinta-feira, Junho 11, 2009

Keep Your Head

video

Analogias de mim...

Quarta-feira, Março 25, 2009

Regressos

No sentido de promover alguma orientação ao que considero desastrosamente perdido, ensaio o regresso. O mundo à volta pede sempre algumas leituras pouco próprias que teimosamente guardo para mim. Ou o mundo já não é interessante? Ou desprovi-me de interesse? À medida que cresce a vontade de gritar pelo que é obsceno, invade-nos o instinto, a consciente lacuna da falta de filtro.

Sábado, Julho 12, 2008

You Have Killed Me

Desorientation

Tudo isto parece tão errado. Sinto que não sinto o suficiente para ter coragem e fugir. Estranho como a fuga seria o acto de coragem. Já não entendo. Já não me entendem. Já não admiram ou acham que é mais perverso fazer-me de tonta e ridicularizar. Já não me suportam. A mim, às coisas que outrora me preenchiam e me agarravam aos outros. Estão a contar-se mais as vezes que quero sair do que ficar a planar algures em ideias e conceitos pré-destinados. O que é que me prende? Sentir que devo estar em dívida... para comigo, pois a teimosia dos tempos tem de ter algum propósito. Estou encurralada, estou amarrada, estou em sofrimento. O que se perde? Uma boa parte da vida que já passou. Valerá a pena? É essa incerteza que não me deixa cair para lá daquilo que esperam... os outros, os relevantes, os que importam. Mas eu quero. E tudo já é uma questão estrutural e não de conceito. E, por isso, eu quero.

Sexta-feira, Novembro 30, 2007

Efeito Borboleta

Efeito borboleta é um termo que se refere às condições iniciais dentro da teoria do caos. Este efeito foi analisado pela primeira vez em 1963 por Edward Lorenz. Segundo a teoria apresentada, o bater de asas de uma simples borboleta poderia influenciar o curso natural das coisas e, assim, talvez provocar um tufão do outro lado do mundo. in Wikipédia

Domingo, Novembro 18, 2007

Deixar ir prá guerra

A exigência dos outros recai sempre quando a fraqueza nos atinge. Assemelha-se aos tempos de guerra: atacar o inimigo quando sabemos que a sua capacidade de reacção está limitada. E o inimigo acaba por cair. Nos que ainda são novos e estão na guerra apenas porque o pai lhes disse que deviam servir o seu País, a queda deixa as consciências pesadas. Aqueles cuja brutalidade da infância permite a distanciação, levam as medalhas e as distinções pelas inanimações que provocaram. Nas relações humanas, sociais, a maldade está patente na segunda elaboração militar atrás descrita. Só que aqui, a queda é lenta, pouco sonora e nem sempre perceptível. Quero acreditar também aqui que quando é irreversível, perdemos idade e as marcas de uma infância mal passada. E procurar justificar qualquer acto menos digno com a culpa (dos outros) como escudo deixou de ser aceitável.

Sexta-feira, Outubro 26, 2007

THE CURE - 8 Março

Quarta-feira, Agosto 29, 2007

Under Water

Afundar-me-ia aqui. Memórias, baús, vidas passadas de tão longe que as situamos. A capacidade de regeneração permite suicídios diversos aos quais sucedem renascimentos... forçados normalmente pelo esforço, nosso ou dos outros, que a seu devido tempo se admira. Mundos a tempos descompassados que, não raras vezes, andam à deriva por entre vidas que trespassam pessoas. A sensação de planar junto de um qualquer tecto, de um qualquer espaço onde as personagens encarnam papéis sempre surpreendentes pela qualidade oratória da performance. Planar na transparência que agora caracteriza os limites de cimento, que a civilização há muito impôs, na ilusão de abreviar comportamentos, personalidades e personificações. Algures num estado latente, infernal e até libidinoso pela forma como a persuasão se desenrola, espelham-se vontades deprimentes pela falta de motor mas nunca de vontade. Coordenadas numa vontade desesperada de ser pertença de alguém perfeitamente reclamada e patenteada procuram-se... aqui, perto, familiar oscilam com espaços a três dimensões que a ilusão tão bem elaborou. Só pode realmente existir mas a memória visual não reteve. A justificação sempre pronta, argumentada e cheia de pormenores, que serve de colchão às descidas acidentais permitidas por alguma distracção e cansaço. Afundar-me-ia aqui... com água pelo joelho, de óculos e tubo ou de botija. A água é turva e o tecto confunde-se com o fundo cada vez mais próximo... a pouco luz não chega para perceber a saída onde o ar poderá substituir a água que entrou nos pulmões por acaso. Afundar-me-ia por aqui com a certeza que seria a única pessoa a fazê-lo voluntariamente após todas as contemplações e com todas as malas da bagagem. As tendências suicidas ficam totalmente de parte para o descanso de todos. E as analogias ficam-nos tão bem.

Sábado, Julho 28, 2007

Fechado para obras

Domingo, Julho 15, 2007

Erase, not rewind

Domingo, Junho 17, 2007

Pierrot, The Clown

And if you're ever around, in the backstreets or the alleys, of this town, Be sure to come around, I'll be wallowing in pity, wearing a frown, like pierrot the clown.

The way out

Domingo, Maio 27, 2007

An end has a start

Sábado, Maio 19, 2007

Something to say goodbye

As despedidas servem para separar os lamechas dos que se adaptam às circunstâncias das suas vidas com sucesso e, por isso, são mais leves e felizes.
«Deve sempre dizer-se adeus quando a pessoa ainda nos consegue ver...» ou qualquer coisa do género. E isso permite que a lamechice nunca atravesse os poros dos leves e felizes. E nas despedidas há que ser egoísta e, com piada, dizer-se aquilo que se sente. Não para fazer chorar... para que o outro ria e nos consiga ver ainda mais. Mas esta é uma competência das menos fáceis de se adquirir. Tem que haver aqui uma pitada de mau feitio e alguma imunidade emocional.
E, por mais que os que se foram nos façam falta, nunca, mas nunca, devemos ousar verbalizá-lo, E, pouco a pouco, até mesmo nós nos baralhamos. Existirão mesmo nesse tempo que recusamos recordar? Não. Devemos ter sonhado qualquer coisa.
A imagem mental, outrora clara, tem apenas os contornos principais e o cheiro, dantes entranhado, sumiu-se até do imaginário. Mas, de repente, no elevador, o odor era quase... Na rua, faz lembrar alguém...
Mas em 90% do tempo, nada nos distrai do objectivo: refazer o puzzle para que não faltem peças.

Quarta-feira, Maio 16, 2007

Dias de combate

Quarta-feira, Maio 09, 2007

Here... once again

Common people

Há lugares que gosto de repetir uma e outra vez... em oposição, evito certas pessoas, em certos sítios, vezes sem conta. E não se trata de um mecanismo de defesa, como o evitamento, mas sim de um processo adaptativo: a minha sobrevivência e desenvolvimento passarão sempre por encontrar voluntariamente os indivíduos da minha espécie.

Sexta-feira, Abril 20, 2007

Auto-exclusão

Quando escreveres a tua biografia, não me incluas. Teria páginas a mais e tu gostas que te leiam. Ou então, abrevia. Não. Não incluas mesmo qualquer referência a mim ou a nós. Podes correr o risco de ser demasiado presunçoso na elaboração dos meus discursos internos. A tua limitação para me interpretares permite-te a acomodação adaptativa perfeita. Quase tão perfeita que se podia escrever sobre isso. Mas... não me incluas na tua biografia.

Quinta-feira, Abril 19, 2007

Diálogos

Ele - Onde vais? Ela - Deixa-me. Vou. Ele - Estás bem? Ela - Estou. Só não quero estar aqui. Percebes, não percebes? Ele - Não. Não estás bem aqui? Ela - Só estou bem aqui, por isso vou. Ele - E vais bem? Ela - Melhor do que quando cheguei. Obrigada. Ele - Volta sempre.

Thursday

Holly Golightly: Thursday! It can't be! It's too gruesome! Paul Varjak: What's so gruesome about Thursday? Holly Golightly: Nothing, except I can never remember when it's coming up.
Breakfast at Tiffany's (1961)

Near

Quarta-feira, Abril 18, 2007

Bloc Party

Para quem não conhece...

Finding You

What would you do if you turned around And saw me beside you Not in a dream but in a song? Would you float like a phantom Or would you sing along? Don't know where I'm going Don't know where it's flowing But I know it's finding you What would you do If you saw me driving by in a car The quickest you've ever seen me spin? Would you smile and wave Or would you bow and get in? Don't know where I'm going Don't know where it's flowing But I know it's finding you But then the lightning finds us Burns away our kindness We can't find a place to hide Come the rainy season Surrender to our treasons Can we even find our tears? Don't know where I'm going Don't know where it's flowing But I know it's finding you
The Go-Betweens

Terça-feira, Abril 17, 2007

There

Just cause you feel it doesn't mean it's there.

Domingo, Abril 15, 2007

Sentidos Obrigatórios

Manter o que nos faz mal à porta... mesmo que tenha chave.

Sábado, Abril 14, 2007

Máxima entre amigos

Vaca amarrada também pasta.

Sexta-feira, Abril 13, 2007

Lyrics

They say it fades if you let it, Love was made to forget it. I carved your name across my eyelids, You pray for rain I pray for blindness.
Arcade Fire - Crown of Love
Just because you've forgotten That don't mean you're forgiven
Arcade Fire - My Body is a Cage

Segunda-feira, Abril 09, 2007

House

Na Pública, ontem: House - Vai acabar com os metrossexuais De vez em quando, as mulheres precisam de mudar de paradigma. Casava-me com este senhor. Prefiro a disputa intelectual asséptica ao ar clean e simpático. O meu paradigma não mudou. Sempre preferi.

Quarta-feira, Abril 04, 2007

See you at the bitter end

Since we're feeling so anesthetised In our comfort zone Reminds me of the second time That I followed you home We're running out of alibis From the second of May Reminds me of the summer time On this winter's day See you at the bitter end See you at the bitter end Every step we take that's synchronized Every broken bone Reminds me of the second time That I followed you home You shower me with lullabies As you're walking away Reminds me that it's killing time On this fateful day See you at the bitter end See you at the bitter end See you at the bitter end See you at the bitter end From the time we intercepted Feels more like suicide... See you at the bitter end

A song to say goodbye

Anestesia geral para a mesa 3

Algo está a sair-me da pele... a levar ao limite cada poro e a escapar-se por aí fora. Ao mesmo tempo, os sintomas de privação - ressaca de droga pesada - náuseas, vómitos, dores abdominais. Os analgésicos são placebos; os psicotrópicos criaram a habituação própria com efeitos inócuos. Anestesia geral precisa-se para a mesa 3. Acordar e não dar por nada. Anestesia geral, por favor. Vou contar até 10 por ordem decrescente. 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1, ... 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1, ...

Terça-feira, Abril 03, 2007

Enough is enough

Boys lie too much Girls act too tough Enough is enough

Down

Drawn by the undertow My life is out of control I believe this wave will bear my weight So let it flow

Segunda-feira, Abril 02, 2007

Say something

Youre as tight as a hunters trap Hidden well, what are you concealing Poker face, carved in stone Amongst friends, but all alone Why do you hide Say something, say something, anything Ive shown you everything Give me a sign Say something, say something, anything Your silence is deafening Pay me in kind Take a drug to set you free Strange fruit from a forbidden tree Youve got to come down soon More than a drug is what I need Need a change of scenery Need a new life Say something, say something anything Ive shown you everything Give me a sign Say something, say something, anything Your silence is deafening Pay me in kind Say something Im open wide, open wondering Have you swallowed everything Pay me in kind

Domingo, Abril 01, 2007

Fraude Humana

Em Direito Penal, fraude é o crime ou ofensa de deliberadamente enganar outros com o propósito de prejudicá-los, usualmente para obter propriedade ou serviços dele ou dela injustamente. Fraude pode ser efectuada através de auxílio de objectos falsificados.

No meio académico, fraude pode se referir a fraude científica – a falsificação de descobertas científicas através de condutas inapropriadas – e, de uso comum, fraude intelectual significa a falsificação de uma posição assumida ou sugerida por um escritor ou interlocutor, dentro de um livro, controvérsia ou debate, ou uma ideia apresentada enganosamente para esconder conhecidas fraquezas lógicas.

Fraude jornalística implica numa noção similar, a falsificação de furos jornalísticos.

Fraude Humana é a intenção deliberada de enganar alguém através de comportamentos falsificados com o objectivo de obter um incremento significativo de auto-estima e auto-satisfação. É uma das formas de puro egoísmo característico do ser humano actual.

Quarta-feira, Março 28, 2007

Id

Constitui o reservatório da energia psíquica, onde se "localizam" as pulsões.
Faz parte do aparelho psíquico da psicanálise freudiana de que ainda fazem parte o ego (eu) e o superego (supereu).
Formado por instintos, impulsos orgânicos e desejos inconscientes e regido pelo princípio do prazer, que exige satisfação imediata.
É a energia dos instintos e dos desejos em busca da realização desse princípio do prazer.
É a libido.

Terça-feira, Março 27, 2007

Não, não vou por aí

Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces, estendendo-me os braços, e seguros de que seria bom que eu os ouvisse quando me dizem: "vem por aqui"! Eu olho-os com olhos lassos, (há, nos meus olhos, ironias e cansaços) e cruzo os braços, e nunca vou por ali... A minha glória é esta: criar desumanidade! Não acompanhar ninguém. -Que eu vivo com o mesmo sem vontade com que rasguei o ventre a minha mãe. Não, não vou por aí! Só vou por onde me levam meus próprios passos... Se ao que busco saber nenhum de vós responde, por que me repetis: "vem por aqui"? Prefiro escorregar nos becos lamacentos, redomoinhar aos ventos, como farrapos, arrastar os pés sangrentos, a ir por aí... Se vim ao mundo, foi só para desflorar florestas virgens, e desenhar meus próprios pés na areia inexplorada! O mais que faço não vale nada. Como, pois, sereis vós que me dareis impulsos, ferramentas, e coragem para eu derrubar os meus obstáculos?... Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós, e vós amais o que é fácil! Eu amo o Longe e a Miragem, amo os abismos, as torrentes, os desertos... Ide! tendes estradas, tendes jardins, tendes canteiros, tendes pátrias, tendes tectos. E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios. Eu tenho a minha loucura! Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura, E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios... Deus e o Diabo é que me guiam, mais ninguém. Todos tiveram pai, todos tiveram mãe; Mas eu, que nunca princípio nem acabo, nasci do amor que há entre Deus e o Diabo. Ah, que ninguém me dê piedosas intenções! Ninguém me peça definições! Ninguém me diga: "vem por aqui"! A minha vida é um vendaval que se soltou. É uma onda que se alevantou. É um atomo a mais que se animou... Não sei por onde vou, Não sei para onde vou, -Sei que não vou por aí!
José Régio

Segunda-feira, Março 26, 2007

Lisbon revisited

Domingo, Março 25, 2007

Contos Infantis

Nunca me incomodaram as despedidas. Vestir a capa de super herói (a força do estereótipo) e fazer-me de feliz. Um até logo em palco que todos confundem com factos verídicos. Idiotices com resultados práticos e mais rugas.

Adaptações Internas

Quase como mudar de cidade, qualquer adaptação interna implica restaurar o modo de vida sem reconhecimento do anterior.

7º dia

"Hoje ressuscitei o meu amigo imaginário."

Funeral

"Hoje enterrei o meu amigo imaginário."

Sensações Físicas

A felicidade para os optimistas leva-os àquele estado irritante de riso constante e olhos brilhantes. Os pessimistas desconhecem o conceito. Depois, há quem alterne por uma boa sensação para os lados do tórax e uma má situada no estômago. Vantagem: duas opções. Desvantagem: tornam-se indissociáveis.

Emergency Exit VI

Social

Ele - "Nós, românticos e romantistas, pairamos sobre as pessoas às quais bastam os aspectos práticos da vida."

Ela - "Pena que, no processo de desenvolvimento intelectual e metafísico, o pragmatismo tenha de vir ao de cima como forma de sobrevivência na sociedade actual."

Ele - (Ela conhece-me demasiado bem e tomou isto como ataque pessoal; sempre tornou tudo tão matemático sem perder a graça; casava-me com ela...)
Ela - (O snobismo que me agrada; mas dizer o contrário daquilo que sentimos permite-nos um pragmatismo adaptativo onde desenvolvemos competências intelectuais e tão pouco exactas; e o treino do auto-controlo atinge os maiores níveis de esforço... primazia do que é relativamente aquilo que seria.)

Hope there's someone

There's a ghost on the horizon When I go to bed How can I fall asleep at night How will I rest my head Oh I'm scared of the middle place Between light and nowhere I don't want to be the one Left in there, left in there Hope there's someone Who'll set my heart free Nice to hold when I'm tired Antony and the Johnsons

Sábado, Março 24, 2007

Come on, come on, come on, come on...

Strange days have found us

Strange days have found us Strange days have tracked us down Theyre going to destroy Our casual joys We shall go on playing Or find a new town Yeah! Strange eyes fill strange rooms Voices will signal their tired end The hostess is grinning Her guests sleep from sinning Hear me talk of sin And you know this is it Yeah! Strange days have found us And through their strange hours We linger alone Bodies confused Memories misused As we run from the day To a strange night of stone

Conselhos de amiga

Há que matar para não morrer. E a morte voluntária, por suicídio ou homicídio, não conta.

Simbologismos Freudianos

Adormecer exausta depois de mais um dia. Cair para o lado e deixar de sentir o corpo. A transferência necessária do sofá para a cama. Quarto escuro, edredon até às orelhas, almofada baixa, sono REM. Começa então uma curta metragem sem sentido aparente. Numa sala qualquer de qualquer sítio, terra ou país, uma pessoa de faces estranhas, de cabelos compridos, escuros, de peso acima da média e na casa dos trinta aparece com algo nos braços que me entrega. Esta estranha era-me familiar na cena. O que trazia nos braços era um ser vivo. Não era um animal nem mesmo humano. Nunca conseguirei descrever. Sei, pelo cuidado com que lhe peguei, que me era querido e importante e respirava. Ao afastar-me para uma outra sala, observada pela estranha, ao passar o limite da porta, o que era vivo morreu e ficou-se nos meus braços. A mulher estranha soltou uma gargalhada. Aflita (entretanto, desfazendo toda a cama que me acolhia neste devaneio), corri para lhe devolver o que me tinha emprestado. Calmamente, a mulher pegou no ser que renascia instantaneamente no seu colo e lançou-me um dos sorrisos mais ternos e por isso mais assustadores que encontrei em sonhos. Acordei com medo. Acendi a luz porque estava demasiado escuro. Confirmei se mais ninguém estava no quarto. Parecia-me cheio de gente. Acalmei. Fiz a cama de novo com outros lençois e outro edredon como quem muda um cenário. Apaguei a luz e desde então durmo sem almofada e de porta entreaberta.

Out to get you ...again

Im so alone tonight My bed feels larger than when I was small Lost in memories, lost in all the sheets and all old pillows So alone tonight, miss you more than I will let you know Miss the outline of your back, miss you breathing down my neck All out to get you, once again, theyre all out to get you, once again Insecure, what ya gonna do Feel so small, they could step on you Called you up, answer machine, when the human touch Is what I need, what I need is you, I need you Looked in the mirror, I dont know who I am any more The face is familiar, but the eyes, the eyes give it all away Theyre all out to get you, once again, theyre all out to get you Here they come again Insecure, what ya gonna do Feel so small, they could step on you Called you up, answer machine, when the human touch Is what I need, what I need is you Let me breathe, if youd let me breathe Theyre all out to get you, once again, theyre all out to get you

Quinta-feira, Março 22, 2007

Plaisirs

«A depilação é, sem dúvida, o cinto de castidade psicológico das mulheres urbanas dos nossos tempos. Há delas que não a fazem para não cair em tentação.» Du Diable
O acima transcrito escrevia-se há poucos dias num blog aqui ao lado. E, quase como dando o endereço de uma clínica para mulheres perto da fronteira, informo que existe um gabinete de estética para os lados do Feijó... clandestino, pelo menos a julgar pela localização.

Terça-feira, Março 20, 2007

Outono, Inverno, Primavera, Verão, Outono...

Algures, por aí, os episódios recentes tornam-se estórias. As certezas do que se diz deixam dúvidas no próprio orador. Algures nas ruas que se cruzam, ficam as vidas intersectadas de alguém, ainda que seja num único minuto. As ocasiões sucedem-se com diferentes atitudes, pessoas e personagens que se encarnam. O estar ou o ficar permite às pessoas sentir uma vida paralela, fingir aquilo que gostariam de ser sem pressões sociais, sem ideias preconcebidas daqueles que já assistiram a momentos menos bons. Noutras vidas, noutras ruas, os desencontros acontecem pela fuga inconsciente de não quer sentir nada diferente, não querer estar envolto num casulo que vai sufocar e terminar com a fase traça. É mais fácil andar que correr e é mais fácil tropeçar que rastejar. O destino que se acha escrito, mas que mesmo assim depende da vontade de alguém, é a treta na qual se precisa de acreditar para continuar. A vida oca, lisa, incolor... Dançar uma dança diferente requer a aprendizagem de passos novos e nessa aprendizagem sempre se pisa alguém. Vezes demais e sem conta. O deambular por cantos conhecidos permite sentir o conforto do pouco mais de metro quadrado, do pó da esquina, dos odores usuais. Depois, a curiosidade de correr para o canto oposto e experienciar outros pós, outros odores, outras rugosidades... Não. O canto escolhido deixa saudades nos fracos de perigo e fortes de audácia. E é aqui que continuar implica não filtrar... o que se tem revelado destrutivo vezes demais. E sim, nas coisas menos racionais, a teoria matemática dos conjuntos funciona lindamente.

Segunda-feira, Março 19, 2007

Noutra frequência hertziana

I get a kick every time I see you standing there before me I get a kick though its clear to see, you obviously do not adore me

Domingo, Março 18, 2007

Atmosphere

Walk in silence,

Don't turn away, in silence.

Your confusion,

My illusion,

Worn like a mask of self-hate,

Confronts and then dies.

Don't walk away.

Vicissitudes

Algumas decisões passam por matar ou fazer desaparecer. Parece simples para a maioria dos outros. Mas a premeditação destas alternativas, seja qual das duas for, implica sempre, para as pessoas inteligentes, uma terceira opção - fazer desaparecer com termo de identidade e residência.

Fácil de entender

Sol, roupa de verão, esplanada de água, verde, famílias e cães e pessoas desconhecidas... Sem dúvida, factores estritamente necessários para a criação de conclusões absolutas. Facilitismos do fim de semana.

Home...sweet home(s)

Chegar a uma casa outrora nossa... ainda é nossa mas está em segundo plano. Esquece-se o jeito da porta. Esquecem-se os cheiros dantes familiares. Tudo parece desorganizado, sujo. Entrar no nosso espaço dentro do espaço alheio. O sentido perdeu-se. Chegar, dormir... a cama, a única peça imprescindível... acordar e sair. A rotina repete-se à noite. Nada disto tem o sentimento de perda. Tens sim a conotação de evolução. O tal move on. A vida desenvolve-se agora noutro espaço em que não somos só nós. O indivíduo relacional chega e um qualquer regime transitório permanece ainda em vigor. Sinal de conquista? Ainda não. De mudança? Transitória sim mas por enquanto vitalícia. Arrumam-se os bilhetes dos concertos onde estivemos, as fotografias da parede e o computador, tão usado em noitadas, que fez o seu último shut down há já algum tempo. O correio é cada vez menos e com mais publicidade. Os vizinhos cada vez mais estranhos. Manter ainda o distante acenar ao senhor do café em frente. Perceber que, de todos os lugares por onde se passe, existem uns que vão ter sempre o nosso prego na parede. Ou então, fazemos uma cópia da chave e um dia qualquer regressamos para deixar apenas o buraco. Normalmente aquele que a nossa competência para a bricolage fez cair metade da parede. Mas nestes paradigmas de incompetência, até quase emocional, nada como espetar outro prego ainda maior. Talvez não caia ou denuncie a nossa presença.

Quinta-feira, Março 08, 2007

Dias inconvenientes

7 h: Acordar, olhar-me no espelho e sentir que tudo está a revelar-se na pele e nos corpos estranhos que nela aparecem; a maquilhagem em dosagens cada vez maiores.
13h: Alguém dizer: "De vez em quando, tens expressões faciais de uma pessoa de terceira idade".
A boa educação não me permitiu ter a resposta adequada nestas duas situações. As desvantagens de não querer nunca sair do salto. Mas podia.

Decisões

Num fim de semana regressar às origens, usar o fio de prumo e alinhar o que parecia desajustado. A seguir, decidir o óbvio quando explicado por quem nos faz todo o sentido. E ficar tão feliz por isso. O costume de trazer o mundo às costas turva a capacidade de ir para lá do que é absolutamente necessário e essencial. Tomar uma das decisões mais importantes da vida sem quaisquer second thoughts. Aliado a isto, reconhecer que nos esquecemos de nós demasiadas vezes. Esquecemos que o nosso esforço para as coisas práticas da vida é apenas parte do procedimento e não do processo. Esquecemos que os outros são parte integrante da nossa vida social enquanto indivíduos. Esquecemos de estimar as nossas especificidades e idiossincrasias. E assim acontecem as grandes mudanças intrínsecas que o exterior revela, para que se envelheça da forma que melhor nos convém e nos causa menor transtorno. E já agora que nos confirme que os neurotransmissores responsáveis pelas sensações de bem estar, de quando em vez, fazem o seu papel.

This is the day

Well, you didn't wake up this morning because you didn't go to bed You were watching the whites of your eyes turn red The calendar on your wall is ticking the days off You've been reading some old letters You smile and think how much you've changed All the money in the world couldn't buy back those days You pull back your curtains And the sun burns into your eyes You watch a plane flying Across a clear blue sky This is the day Your life will surely change This is the day When things fall into place You could've done anything If you'd wanted And all your friends and family think that you're lucky But the side of you they'll never see Is when you're left alone with the memories That hold your life together ... like glue You pull back your curtains And the sun burns into your eyes You watch a plane flying Across a clear blue sky This is the day Your life will surely change This is the day When things fall into place This is the day your life will surely change
The The

Terça-feira, Fevereiro 27, 2007

Roller Coast

Ao fim de 2 horas de espera na fila, conseguir finalmente o bilhete para a montanha russa que mais sensações desperta... especialmente naqueles últimos metros onde se pára e se preparam os corpos para a descida monumental... entrar na cadeira, pôr o cinto, andar a 100 km/h, subir, descer, sentir o estômago a tentar encontrar o seu espaço... última volta... subida, paragem... é agora...
Ouvir pelos altifalantes que um qualquer mecanismo avariou e que a reparação vai ser prolongada... descer à terra de uma outra forma qualquer.

Segunda-feira, Fevereiro 26, 2007

Agressividade autorizada

Em certos dias (como o de hoje), gostava de ser o Muhammad Ali.

Quinta-feira, Fevereiro 22, 2007

Alegria do dia

Chegar a casa e ouvir "o Benfica ganhou" quando a nossa preferência futebolística, se existe, está mais para os lados do Campo Grande.

Pessoa vs Infante D.Henrique

Na pacatez do sofá, assistia ao documentário sobre Fernando Pessoa inserido no programa televisivo Grandes Portugueses. Clara Ferreira Alves, no seu registo habitual, conta-nos Pessoa como se, de seguida, fossemos até à Brasileira ter como o poeta, beber um copo de vinho na sua companhia e dizer-lhe: "é pá, vi-te na televisão". Por ser o primeiro documentário, da série de dez que ilustram os maiores portugueses que o cansaço me permitiu ver, mas principalmente por estar tão bem feito, a curiosidade permaneceu para o dia seguinte. Personalidade: Infante D.Henrique. O início foi assustador com Gonçalo Cadilhe a sair do mar, de prancha de surf debaixo do braço e tão ofegante que eu só percebi a palavra Henrique porque estava sugestionada pelo rodapé que continha essa informação. Desde espalhar pontos de interrogação pelo chão do Padrão dos Descobrimentos, à entoação, aos gestos e à tentativa de ter piada quando não tem a mínima ponta, tudo aconteceu. E não exagero: um lacobrigense olhou para a câmara e mandou beijos para a mulher e para os filhos lá para casa, a pedido de Cadilhe. Resta-me o silêncio para não ofender ninguém. Esqueçam. O Infante ganhou territórios longíquos, pelo menos durante uns tempos, mas aqui nem nos cinco primeiros chega. Não há personalidade que aguente tamanha humilhação.

Quarta-feira, Fevereiro 21, 2007

Marasmo musical

Nestes momentos, nada como ouvir os clássicos...

Caminhos

Estar por aqui. Perceber que a fuga passava por ali não tivesse eu medo do mar. Estar... Por aqui... Absorver um estado morfológico próprio deste sítio e das pessoas que aqui vivem... Como escolher o "Crime e Castigo" para livro de férias e assegurar que não se fica sem leitura a meio.

Pictures of you

Fragmentos de coisas, de pessoas, de acontecimentos, de memórias... mais ténues se tão passadas, se tão pouco vividas... mais nítidas quando deixamos ficar alguma coisa, de propósito ou não...ainda mais nítidas se foi tão de propósito.
Traduzido à letra, podemos pensar nas fotografias que guardamos.
Contextualizado, pode ser tudo aquilo que guardamos no nosso imaginário ou na elaboração da nossa realidade. A elaboração estraga tudo. Mas o estado já artificial que encerramos não permite que seja doutra forma.
Mas nem sempre os pedaços têm a validade expirada. O presente é tão sujeito à imagética da memória como qualquer outro momento espacio-temporal. E recordar o que acaba de acontecer, com uma imagem nítida e clara, tem sempre uma enorme vantagem: os detalhes perduram um pouco mais. E neste último parágrafo situo as pictures of you. Pelo menos, durante mais algum tempo... enquanto conseguir lembrar-me de todos os pormenores.

Imposições

Tell me how do I feel Tell me now how should I feel

Sexta-feira, Fevereiro 09, 2007

Desperdícios

Não vem de escada que o incêndio é no porão.

Frase do dia

No auge do desespero, a rotina altera-se para incluir uma actividade qualquer outrora desinteressante. E isto mostra a força de uns, a fraqueza de outros ou ambos.

O melhor ............ do mundo

É pena que só possa dizer-se isto de um bolo de chocolate...

Quinta-feira, Fevereiro 08, 2007

Distância socialmente aceite

Conceito desconhecido de:
- pessoas estranhas que se penduram no nosso ombro quando estamos no multibanco;
- pessoas estranhas que gostam de encostar-se a nós, na paragem de autocarro, para consegui ler os títulos do jornal que seguramos nas nossas mãos ou o som que emana dos phones do nosso ipod;
- pessoas estranhas que, na caixa do supermercado, parecem querer juntar as suas compras às nossas e tornarem-se personagens de um anúncio onde a fala é "pago eu";
- conhecidos que falam em cima de nós e fixam os nossos lábios como se quisessem, a qualquer momento, fazer-nos respiração boca a boca;
- amigos que, por saberem que isso nos incomoda, mantêm uma curtíssima distância física e acompanham o nosso afastamento com o toque.
Realmente, nos dias que correm, o aumento do relacionamento humano está para o decréscimo da intimidade como as lojas de conveniência para os fumadores.

Quarta-feira, Janeiro 31, 2007

Strange Days

Acordar às 7 da manhã depois de dois dias de cama...
Qualquer coisa no estômago e uma quantidade estúpida de comprimidos e xarope... quarto dia consecutivo... de repente, a sensação que aquela não é a minha escova de dentes, a minha roupa... demorei quase duas horas a sair de casa. O carro não era o meu e parecia ser a única coisa que batia certo por aqui. De volta ao trabalho. "Como está?"; "Está melhor?". Quem é esta gente? Como é que sabem que eu estive pior para perguntarem se melhorei? Depois percebi. Atitudes estranhas para com pessoas de faces familiares. O longo tempo que a percepção demorou a percorrer o seu caminho habitual deve-se a tudo isto estar desprovido de qualquer sensação de incompreensão. Cheguei. Finalmente. Strange days make people seem wicked... Strange days have found us.

Segunda-feira, Janeiro 29, 2007

Ai!

É esta coisa que me faz estar de cama há dois dias...
E por mais substâncias que meta, parece resistir a tudo.
Ai!

Quinta-feira, Janeiro 25, 2007

Cheiro a mofo

A sensação olfactiva que nos atravessa quando descobrimos aquela camisola de lã, feita pela avó, no fundo do armário. Deixámos de a ver porque a indumentária recente foi sobrepondo esta na gaveta. Deixámos de a ver e portanto, esquecemos que existia. Deixou de fazer-nos falta, mesmo nos dias com temperaturas indecentemente frias. E quando a encontramos, mesmo que seja nos tais dias de Inverno rigoroso, já não a usamos. Não a queremos usar. E seguem-se os argumentos: mesmo que seja lavada várias vezes, cheirará sempre a mofo; as cores já não combinam com as actuais tendências; o padrão já não se usa em lado nenhum; a lã passa a picar de modo insuportável. E o cheiro a passado não desaparece. A camisola volta para o fundo da gaveta e, tal como na ordem natural das coisas, o presente sobrepõe-se. Definitivamente, somos todos animais de hábitos.

Segunda-feira, Janeiro 22, 2007

Verdades populares

Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.

Peça de teatro

Começar por ser a protagonista e acabar em figurante apenas numa cena acessória.
E a hora de almoço pelo meio.

Estados de espírito

Descobrir, muito perto dos trinta, que o Pai Natal não existe.

Late Night

Sair tarde do escritório. Usual. Um hábito, pode mesmo dizer-se. O mesmo ritual de sempre: shut down, casaco, luzes, porta, elevador, rua. Até à paragem do autocarro, sinto que estou num dormitório à céu aberto - bancos de jardim, vãos de escada e passeios servem de beliches. Alguém sentado no chão aguarda uma ambulância rodeado de pessoas. Alguém jaz morto, da bebedeira, junto a uma árvore. Um cego espera que alguém lhe diga que autocarro é aquele. 10 minutos de espera. Perante tudo isto, elaboro sobre o dia difícil que termina e, inevitavelmente, dada a hora tardia, um pensamento de cor neutra ocorre: "existem vidas piores". Finalmente chega o 9. A caminho de casa canto, para dentro, como quem diz uma oração e pede misericórdia: "don’t know where I’m going; don’t know where it’s flowing; but I know it’s finding you..."

Domingo, Janeiro 21, 2007

Recomenda-se

"Jazz is a white term used to define black people. My music is Black Classical Music."
"You can see colors through music... Anything human can be felt through music, which means there is no limit to the creating that can be done... it's infinite."
Eunice Kathleen Waymon, mais conhecida por Nina Simone

Quarta-feira, Janeiro 17, 2007

All I'm askin' is for a little respect

Analogias de mim II

Hoje quero estar assim...

Estados alterados

Alguns dias, como hoje, exigem de nós uma mutação quase genética em escassas horas... Acho que algo parecido com isto já ajudava...

Analogias de mim

Sacos de pancada, 3 tamanhos diferentes... Façam o favor de escolher!

Terça-feira, Janeiro 16, 2007

9h05m

Loja do cidadão. O último sítio onde quero estar, especialmente de manhã... O barulho do mecanismo electrónico que dita o número do "contemplado" após horas de espera. Um calor sujo típico destes sítios. O ambiente estranho que se observa. Gente feia, bizarra, que tresanda. Mas sendo cidadão trabalhador é preciso estar inscrito na Segurança Social (a propósito, a minha senha é a 743) e saber que a Direcção Geral de Impostos situa-se no 1º piso, à esquerda.
Pagava para alguém se fazer passar por mim e falsificar a minha assinatura. Pagava. Pagava muito.
E os cheiros... odores humanos estranhos a narizes asseados... caril, muamba, feijoada à brasileira, arroz chow-chow... Pagava. Pagava muito.
O ar típico das senhoras que ocupam a cadeira por detrás dos guichês, o discurso ensaiado de termos técnicos que nem elas próprias ousam perceber. Pagava. Pagava muito.
E o cheiro... nauseabundo...

Frases Matinais

Tudo o que é matinal é, já em si, relacionado com algum sacrífico, quase religioso, que me é imposto. Os despertadores, cujo som mais estridente é o único capaz de me tirar da cama. O ritual do pequeno-almoço... monótono até para os senhores de hábito(s). O formato dos programas televisivos, repetido canal após canal, e a palavra "matinal" sempre no genérico. Até o leite com o mesmo nome implica a desagradável sensação de beber o melhor alimento do mundo, acto para mim impensável, até na minha rotina. Hoje, enquanto emergia a dúvida da chegada do 9, ouvia uma música... a selecção da banda sonora feita por outro ser que habita o meu corpo pelas manhãs. E uma frase ouve-se um pouco mais alto na música (acho que foi aí que comecei a acordar): «she only comes when she's on top».
Bom dia.

Segunda-feira, Janeiro 15, 2007

Breath In Breath Out

Verdades absolutas

"Qualquer um pode zangar-se - isto é fácil. Mas zangar-se com a pessoa certa, na medida certa, na hora certa, pelo motivo certo e da maneira certa - não é fácil." Aristóteles A propósito desta frase, surgiu o comentário «isso pode ser aplicado a quase tudo na vida: amor, amizade, trabalho, sexo, bebida, etc». Será isso o importante? Não é a base onde tem aplicação mas o grau de discernimento necessário num ambiente conflituoso... essa é a discussão. É quase uma capacidade adquirida apenas pelas mentes de maior alcance... Nunca conseguirá encontrar-se em alguém toldado pela realidade enviesada.

Imposições

“É sempre bom acabar com uma pessoa quando ela gostava de te ver outra vez, pois hás-de passar inevitavelmente por uma altura em que vais deixá-la porque já não te quer ver mais.” Irvine Welsh

O impossível e por isso provável...

A propósito de Zeca Afonso, Sérgio Godinho dizia:
"Abriu janelas onde nem paredes existiam."
A melhor definição para as exigências que me foram impostas neste início de ano.
O pior é que eu preciso de luz natural...

Sábado, Janeiro 13, 2007

Escritas passadas... diferentes contextos

A Bolha Constante «Viver numa bolha rodeada pelo restante mundo... até às 6 da tarde...» Quase tão impossível como não permitir que o tempo avance ou o espaço se movimente. Quase tão impossível como a não vitimização por todas aquelas coisas que gostamos de ver reforçadas. Quase tão impossível como conseguir respirar agora. Tão possível que merece o estatuto de patológico e por isso improvável. Talvez procure um espinho... ou deixe que o oxigénio escasseie.

Tentativas para um regresso à Terra

O sol ensina o único caminho a voz da memória irrompe lodosa ainda não partimos e já tudo esquecemos caminhamos envoltos num alvéolo de ouro fosforescente os corpos diluem-se na delicada pele das pedras falamos rios deste regresso e pelas margens ressoam passos os poços onde nos debruçamos aproximam-se perigosamente da ausência e da sede procuramos os rostos na água conseguimos não esquecer a fome que nos isolou de oásis em oásis hoje é o sangue branco das cobras que perpetua o lugar o peso de súbitas cassiopeias nos olhos quando o veludo da noite vem roer a pouco e pouco a planície caminhamos ainda sabemos que deixou de haver tempo para nos olharmos a fuga só é possível dentro dos fragmentados corpos e um dia......quem sabe? chegaremos Al Berto

Domingo, Janeiro 07, 2007

Murder

And you did your best but

As I live and breathe

You have killed me

Sexta-feira, Janeiro 05, 2007

Ansiedade de separação II

Na fase final, a criança já chora por chorar... já chora porque o desconhecido da prima afastada não está por perto.

The only mistake

Achar que a presunção é a nossa melhor qualidade e que, por isso, deve estar reflectida em todos os nossos comportamentos... achar também que os outros são da mesma opinião.

Quinta-feira, Janeiro 04, 2007

A vontade de estar próximo de alguém ou de atrair a sua atenção, ainda que tenha a obrigatoriedade de ser contrariada, conduz, quase sempre, a um desencantamento incompatível com a mera relação social. É que já não se respeita o que é expressamente proibido e obrigatório e cada vez mais perde-se a noção do ridículo. Depois a culpa é da sociedade moderna actual que não permite as circunstâncias ideiais para a promoção do relacionamento interpessoal.

Quarta-feira, Janeiro 03, 2007

2007 - O ano do porco

Alguém me disse nas primeiras horas do ano "este é que vai ser o ano; 2007 é que vai ser"... Toldada pelo whisky que ingeria há largas horas, quis acreditar que o novo ano no qual tinha acabado de entrar poderia, de facto, vir a ser o palco de grandes, ousadas e corajosas transformações... e acreditei até... acreditei um pouco menos lá para a madrugada...ok, ia deixando de acreditar ao mesmo tempo que o copo que a minha mão segurava fazia, cada vez menos vezes, o caminho em direcção aos meus lábios... muitas horas depois... Quis acreditar que 2007 me traria mais confiança, mais segurança, mais momentos felizes e motivantes, menos confusão mental e emocional, mais clarividência... Ok, acreditei durante umas horas... Ok, tenho esperança de tornar a acreditar na próxima histeria e psicose alcoólicas... sou crente nas coisas impossíveis que ambiciono... felicidades relativas, tipo catalisadores de reacções, momentos, acções, ponderações e, mesmo decisões importantes... ou bebo em demasia... 2007 vai, de certeza absoluta, ser um ano diferente de todos os 20 e muitos que passei e todos os 30 e tal que espero viver... crenças na sua pequenez própria... mas as minhas crenças continuam a residir em impossibilidades... Ainda assim, outro ano para viver... algures por aí, desorientada momentaneamente ou com a rosa dos ventos na mão.

Primeira imagem de 2007

Última imagem de 2006

Sexta-feira, Dezembro 22, 2006

Até para o ano...

Have yourself a merry little christmas

Ansiedade de Separação

A sensação que se deixa quando só voltamos para o ano. Levamos alguma coisa que não regressa connosco no novo ano. E tínhamos a certeza que já não precisávamos disso... até ao momento em que nos despedimos dizendo «até para o ano».

Terça-feira, Dezembro 19, 2006

Our time is running out

Domingo, Dezembro 17, 2006

Brad Mehldau

... em Janeiro no CCB... ...vou, não vou, vou, não vou, vou, não vou, vou... VOU!

Update

Cocktail Molotov

Ai...ai...ai...

Sexta-feira, Dezembro 15, 2006

Out to get you

Looked in the mirror, I don't know who I am any more

The face is familiar, but the eyes, the eyes give it all away

Amores incondicionais

Comer gomos de laranja dados à boca...

Kit de sobrevivência

Para o dia de hoje...

Silogismo do dia

Faz todo o sentido Pode acontecer Por fazer todo o sentido, não pode acontecer.

Acordares

Hoje acordei sem vontade de ver certas pessoas... pelo menos até às 11 da manhã...
Acho que vou usar uma venda...

Quinta-feira, Dezembro 14, 2006

Natal

A segunda maior árvore de Natal da Europa (dispensável) Iluminações de Natal até em ruas secundárias O azul brilhante da avenida da Liberdade (não desgosto) A iluminação cá do bairro Árvore de Natal com bolas vermelhas e chocolates pendurados Lista de presentes Jantares de Natal até ao dia 23 A publicidade televisiva a brinquedos Crianças, no plural Ida a Toys'R'Us Irritação provocada pelas músicas da época Frio e lareira Irritação provocada pelas mensagens da época Presentes de última hora Gente, muita gente Lojas, centros comerciais A indecisão de um presente até ao último momento Bacalhau e cabrito Mousse de chocolate com bolacha da mãe A receita de filhoses da avó Bolo Rei sem frutas cristalizadas

Quarta-feira, Dezembro 13, 2006

Miopia emocional

Confusão Mental

Estou baralhada... de que lado está a razão !?

Lilah

you're the night, Lilah a little girl lost in the woods you're a folktale the unexplainable you're a bedtime story the one that keeps the curtains closed I hope you're waiting for me cause I can't make it on my own I can't make it on my own it's too dark to see the landmarks and I don't want your good luck charms I hope you're waiting for me across your carpet of stars you're the night, Lilah you're everything that we can't see Lilah you're the possibility you're the bedtime story the one that keeps the curtains closed and I hope you're waiting for me cause I can't make it on my own I can't make it on my own unknown the unlit world of old you're the sounds I've never heard before off the map where the wild things grow another world outside my door here I stand I'm all alone driving down the pitch black road Lilah you're my only home and I can't make it on my own you're a bedtime story the one that keeps the curtains closed I hope you're waiting for me cause I can't make it on my own I can't make it on my own Uma das melhores músicas deixadas no meu voicemail...

Cure for pain

Terapêutica precisa-se

Du Diable

http://www.dudiable.blogspot.com/ Sempre preferi o Inferno...

Estados físicos II

O corpo não espera. Não. Por nós ou pelo amor. Este pousar de mãos, tão reticente e que interroga a sós a tépida secura acetinada, a que palpita por adivinhada em solitários movimentos vãos; este pousar em que não estamos nós, mas uma sêde, uma memória, tudo o que sabemos de tocar desnudo o corpo que não espera; este pousar que não conhece, nada vê, nem nada ousa temer no seu temor agudo... Tem tanta pressa o corpo! E já passou, quando um de nós ou quando o amor chegou. Jorge de Sena

Idioteque

Here I'm allowed Everything all of the time

Frases II

Se resistimos às nossas paixões é mais pela sua fraqueza do que pela nossa força.
La Rouchefoucauld

Estados físicos

Frases

Todas as paixões que não sejam do coração dissipam-se meditando.
Lord Byron

Segunda-feira, Dezembro 11, 2006

Invicta

Estar em sítios pouco conhecidos causa, na maioria das vezes, insegurança e timidez. Acho que o contrário pode significar que o que nos é familiar já não faz assim tanto sentido. Mas também pode apenas querer dizer que se tem capacidade de adaptação. Seja como for, nunca antes estar sozinha numa cidade praticamente desconhecida me tinha feito sentir em segurança. Acho que é uma questão temporal. Não. Não é porque os dias estão chuvosos ou porque estamos em Dezembro. É a questão de o desconhecido ser temporário e permitir a viagem de volta a casa.
Mas devo dizer que a Invicta fez-me bem à alma: está mais quieta.

Castelos... quem não os faz no ar?

Este é, sem dúvida, o mais bonito castelo do nosso país. Há muito tempo que não dizia isto. Esquecimentos que a memória provoca. Este fim de semana trouxe-me a vontade de repetir aquela frase, até mesmo ao porteiro de um prédio da avenida da Boavista. Exageros.

Quinta-feira, Dezembro 07, 2006

Superego

É inconsciente, é a censura das pulsões que a sociedade e a cultura impõem ao id, impedindo-o de satisfazer plenamente os seus instintos e desejos. É a repressão, particularmente, a repressão sexual. Manifesta-se à consciência indiretamente, sob forma da moral, como um conjunto de interdições e deveres, e por meio da educação e da produção do "eu ideal", isto é, da pessoa moral, boa e virtuosa.

Instrumentos de Tortura

Deixo aqui algumas ideias...

Instrumento de Cobardia

Instrumento de Fuga

Quarta-feira, Dezembro 06, 2006

Pela estrada fora...

- Tem cuidado na estrada. - Sim. Eu sei. - Mas cuidado com a curva. - Sim. Estou a ver. - Cuidado... - SIM!!! Há palavras que se dizem demasiadas vezes... deixo de ouvi-las à terceira verbalização... acho que é a partir da quarta que se tornam verdadeiras... mas aqui já sou surda.

Domingo, Dezembro 03, 2006

Floating in space...

Floating underwater...

Sábado, Dezembro 02, 2006

Eu...por dentro

Quarta-feira, Novembro 29, 2006

Emergency Exit V

Emergency Exit IV

Emergency Exit III

Emergency Exit II

Domingo, Novembro 26, 2006

Emergency Exit

Choose Life... I chose not to choose life...

Disorientation

Sonhos em desesperos de causa II

Algures por aqui...

Como de súbito na vida

Como de súbito na vida tudo cansa! e cansa-nos a vida e nos cansamos dela, ou ela é quem se cansa de nós mesmos, na teima de existir e desejar? Porque, neste cansaço, não o que não tivemos, ou que perdemos, ou nos foi negado, o que de que se cansa, mas também o quanto temos, nos ama, se nos dá até os simples gozos de estar vivo. Um dia é como se uma corda se quebrara, ou como se acabara de gastar-se, que nos prendia a tudo e tudo a nós. Não é que as coisas percam importância, as pessoas se afastem, se recusem, ou nós nos recusemos. Não. É mais ou menos que isto - se deseja igual ao como até há pouco desejávamos. É talvez mais. Mas sem valor algum. O dia é noite, a noite é dia, a luz se apaga ou se derrama sobre as coisas mas elas deixam de ter forma e cor, ou se sumir no espaço como forma oculta. E o que sentimos é pior que quanto dantes sentíamos nas horas ásperas da fúria de não ter ou de ter tido. Porque se sente o não sentir. Um tédio Não como o tédio antigo. Nem vazio. O não sentir. Que cansa como nada. Até dizê-lo cansa. É inútil. Cansa. Jorge de Sena

Sábado, Novembro 25, 2006

Ne me quitte pas

Quarta-feira, Novembro 22, 2006

Malvadez

Sexta-feira, Novembro 17, 2006

Play it again, Herbie...

Comentário unânime: «O melhor pianista vivo.» E chega. Não se consegue dizer mais nada.

Citação

Qualquer coisa do género... «É preferível mandar uma fruta para o lixo do que vê-la apodrecer nas nossas mãos.» Acrescento: Sou muito sensível a cheiros desagradáveis.

Esmagada

Atiraram um piano pela janela quando eu passava... Autch! Isso dói.

Sábado, Novembro 11, 2006

Breakfast at Tiffany's

Incinerate

I ripped your heart out from your chest Replaced it with a grenade blast Incinerate Fire fighters hose me down I don't care I'll burn out anyhow Its 4 alarm girl nothing to see Hear the sirens come for me You dosed my soul with gasoline You flicked a match into my brain Incinerate The fire fighters are so nice I remember you so cold as ice Now flames are licking at yr feet Sirens come to put me out of misery You wave yr torch into my eyes Flamethrower lover burning mind Incinerate

Pós Chico Buarque...

apetece cantarolar... por exemplo, isto: Sempre Eu te contemplava sempre Feito um gato aos pés da dona Mesmo em sonho estive atento Para poder lembrar-te sempre Como olhando o firmamento Vejo estrelas que já foram Noite afora para sempre O teu corpo em movimento Os teus lábios em flagrante O teu riso e teu silêncio Serão meus ainda e sempre Dura a vida alguns instantes Porém mais do que bastantes Quando cada instante é sempre
Sempre
(Chico Buarque/2006)

Quarta-feira, Novembro 08, 2006

Finalmente... vir à tona

Desilusões

Aquelas que insistem em ser exibidas como algo esteticamente coerente... As que encontram outro nível de compreensão mais profundo e denso... Aquelas que existem mas são segredo... As que caçam num qualquer beco e esmagam contra a parede... O corpo estremece; acorda-se encharcado em suor e a confusão mental perdura... Mas não era de propósito... o beco já lá estava... e a parede também.

Domingo, Outubro 29, 2006

In the hand of inevitable

Porque

Porque os outros se mascaram mas tu não Porque os outros usam a virtude Para comprar o que não tem perdão Porque os outros têm medo mas tu não Porque os outros são os túmulos caiados Onde germina calada a podridão. Porque os outros se calam mas tu não. Porque os outros se compram e se vendem E os seus gestos dão sempre dividendo. Porque os outros são hábeis mas tu não. Porque os outros vão à sombra dos abrigos E tu vais de mãos dadas com os perigos. Porque os outros calculam mas tu não.
Sophia de Mello Breyner Andresen

Take control of me...

One...take control of me? Yer messing with the enemy Said its 2..it's another trick Messin with my mind, I wake up Chase down an empty street Blindly snap the broken beats Said it's cut with a dirty trick Its taken all these days to find ya I tell you I want you I tell you I need you Friends, take control of me Stalking cross' the gallery All these pills got to operate The colour quits and all invade us There he goes again Take me to the edge again All I got is a dirty trick I'm chasin down the wolves to save ya I tell you I want you I'll tell you I need you I... the blood aint on my face Just wanted you near me I tell you I want you I'll tell you I need you The blood aint on my hands Just wanted you near me I tell you I want you I'll tell you I need you The blood aint on my hands Just wanted you near me
Kasabian, Club Foot

O porquê do Agosto em Novembro

Num dia tempestuoso ia São Martinho, valoroso soldado, montado no seu cavalo, quando viu um mendigo quase nu, tremendo de frio, que lhe estendia a mão suplicante e gelada.
S. Martinho não hesitou: parou o cavalo, poisou a sua mão carinhosamente na do pobre e, em seguida, com a espada cortou ao meio a sua capa de militar, dando metade ao mendigo. E, apesar de mal agasalhado e de chover torrencialmente, preparava-se para continuar o seu caminho, cheio de felicidade. Mas, subitamente, a tempestade desfez-se, o céu ficou límpido e um sol de Estio inundou a terra de luz e calor. Diz-se que Deus, para que não se apagasse da memória dos homens o acto de bondade praticado pelo Santo, todos os anos, nessa mesma época, cessa por alguns dias o tempo frio e o céu e a terra sorriem com a benção dum sol quente e miraculoso.
in Lendas Tradicionais

Coerências...

"The master writer to me, in that group, was Wayne Shorter. He still is a master. Wayne was one of the few people who brought music to Miles that didn't get changed."
Herbie Hancock

Herbie Hancock

Herbie Hancock is a true icon of modern music. Throughout his explorations, he has transcended limitations and genres while still maintaining his unique, unmistakable voice. Herbie's success at expanding the possibilities of musical thought has placed him in the annals of this century's visionaries. With an illustrious career spanning five decades, he continues to amaze audiences and never ceases to expand the public's vision of what music, particularly jazz, is all about today. Herbie Hancock's creative path has moved fluidly between almost every development in acoustic and electronic jazz and R&B since 1960. He has attained an enviable balance of commercial and artistic success, arriving at a point in his career where he ventures into every new project motivated purely by the desire to expand the boundaries of his creativity. There are few artists in the music industry who have gained more respect and cast more influence than Herbie Hancock. As the immortal Miles Davis said in his autobiography, "Herbie was the step after Bud Powell and Thelonious Monk, and I haven't heard anybody yet who has come after him."
in Herbie Hancock Official Site

Herbie Hancock Quartet, Coliseu dos Recreios, 16 de Novembro, 21h30m

Wayne Shorter

“A vida é tão misteriosa para mim”, diz Shorter. “Não consigo parar frente a qualquer coisa e dizer ‘Isto é o que é’. Pelo contrário penso que aquilo está sempre a transformar-se. Essa é a aventura. E a imaginação é parte da aventura”.
“É a mesma missão... combater o bom combate”, disse. “É fazer uma declaração sobre o que é na realidade a vida”. Acrescentou: “Cheguei a um ponto em que digo ‘não quero saber de regras’. É o que faço agora com a música. Tenho 71 anos, não tenho nada a perder. Vou para o desconhecido”.
Culturgest, Grande Auditório, 9 de Novembro, 21h30m

Grupo Novo Rock

Porque perto dos trinta, sabe bem voltar a tocar aquele vinil que, na adolescência (def. idade da patologia crónica e, muitas vezes, incurável), permitia criar o mood necessário para a procura voluntária de tristezas... Objectivo único: aquele sabor amargo de que tudo é absoluto e irreversível... Que saudades...

Terça-feira, 31 de Outubro, Coliseu dos Recreios, Lisboa, 22 horas

Terça-feira, Outubro 24, 2006

Mais peças... outro puzzle

Domingo, Outubro 22, 2006

Cotidiano

«Eu vou tentar achar a minha condição» Obrigada Luís.

Hokkaido

Hokkaido é a segunda maior ilha, constituindo uma província do Japão. As suas principais cidades são Sapporo, Obihiro, Otaru, Asahikawa, Kitami e Kushiro. Hokkaido é banhada, ao norte e a leste pelo Mar de Okhotsk, ao sul pelo Oceano Pacífico e a oeste pelo Mar do Japão. Hokkaido é o restaurante japonês de um bairro típico de Lisboa. Atravessar a rua com a melhor companhia ... os california regados a um bom vinho e o espectáculo de fogo e destreza manual quando o cozinheiro actua na chapa do Teppan-Yaki. Sem dúvida, a aspirina necessária.

Sábado, Outubro 21, 2006

World Press Photo

uma alternativa ao sofá...

Puzzle

Peças

Quarta-feira, Outubro 18, 2006

Quotidianos...

Habituamo-nos não àquilo que os outros nos chamam mas sim ao modo como nos nomeiam. Em condições normais, esse processo é proporcional ao afecto e respeito que nos envolvem. Em condições normais... Noutras, é totalmente oposto ao crescendo emocional que provocamos.

Domingo, Outubro 01, 2006

Linguagem corporal

Quarta-feira, Setembro 13, 2006

Inquietudes

I am mine

The selfish, they're all standing in line
Faithing and hoping to buy themselves time
Me, I figure as each breath goes by
I only own my mind
The North is to South what the clock is to time
There's east and there's west and there's everywhere life
I know I was born and I know that I'll die
The in between is mine
I am mine
And the feeling, it gets left behind
All the innocence lost at one time
Significant, behind the eyes
There's no need to hide
We're safe tonight
The ocean is full 'cause everyone's crying
The full moon is looking for friends at hightide
The sorrow grows bigger when the sorrow's denied
I only know my mind
I am mine
And the meaning, it gets left behind
All the innocents lost at one time
Significant, behind the eyes
There's no need to hide
We're safe tonight
And the feelings that get left behind
All the innocents broken with lies
Significance, between the lines
(We may need to hide)
And the meanings that get left behind
All the innocents lost at one time
We're all different behind the eyes
There's no need to hide

Terça-feira, Agosto 22, 2006

Reentré

Sábado, Julho 29, 2006

She Wants Revenge

Title: I Don't Want To Fall In Love
I would like to tell you, I would like to say That I knew that this would happen That things would go this way But I cannot deceive you, this was never planned I know that you're the right girl but do you think that I am the right man? 1...2...3...4,5,6,7, Right face wrong time, she's sweet (But I don't wanna fall in love) Too late, so deep, better run cause (but I don't wanna fall in love) Can't sleep, can't eat, can't think straight ( I don't wanna) You say it's not a problem, You say it's meant to be But love is not an option, our love is never free And things are not so easy, so cold and we've been burned I know that I'll have regrets but that's the price of one more lesson learned 1..2..3...4,5,6,7, Right face wrong time, she's sweet (But I don't wanna fall in love) Too late, so deep, better run cause (but I don't wanna fall in love) Can't sleep, can't eat, can't think straight ( I don't wanna) Right face wrong time, she's sweet (But I don't wanna fall in love) Too late, so deep, better run cause ( I don't wanna fall in love) Right face wrong time, she's sweet (But I don't wanna fall in love) Can't sleep, can't eat, can't think straight ( I don't wanna fall in love)

Por aqui...

Quinta-feira, Julho 27, 2006

Tenho pena e não respondo

Tenho pena e não respondo. Mas não tenho culpa enfim De que em mim não correspondo Ao outro que amaste em mim. Cada um é muita gente. Para mim sou quem me penso, Para outros - cada um sente O que julga, e é um erro imenso. Ah, deixem-me sossegar. Não me sonhem nem me outrem. Se eu não me quero encontrar, Quererei que outros me encontrem?
Fernando Pessoa

Sexta-feira, Julho 21, 2006

Bom Dia...

Existem dias nos quais as pessoas simplesmente não se suportam. Um simples bom dia, rotineiro e aprazível, torna-se na mínima desculpa para rosnarmos não só para quem nos fala mas, de preferência, para todo o mundo. Na maioria das vezes rosno. Hoje disse bom dia.

Sonhos em desesperos de causa...

Depois de certos dias, acalma imaginar a vida
por aqui a fazer colares de sementes...

Domingo, Julho 09, 2006

Analogias de mim V...

Domingo, Julho 02, 2006

Analogias de mim IV...

Bandas sonoras...

Every time I think of you I feel shot right through with a bolt of blue It's no problem of mine but it's a problem I find Living a life that I can't leave behind There's no sense in telling me The wisdom of a fool won't set you free But that's the way that it goes And it's what nobody knows While every day my confusion grows Every time I see you falling I get down on my knees and pray I'm waiting for that final moment You'll say the words that I can't say I feel fine and I feel good I'm feeling like I never should Whenever I get this way, I just don't know what to say Why can't we be ourselves like we were yesterday I'm not sure what this could mean I don't think you're what you seem I do admit to myself That if I hurt someone else Then I'll never see just what we're meant to be Every time I see you falling I get down on my knees and pray I'm waiting for that final moment You'll say the words that I can't say

"Nunca tive dúvidas"

Analogias de mim III...

Sábado, Julho 01, 2006

Contagem Decrescente...

Words like violence Break the silence Come crashing in Into my little world Painful to me Pierce right through me Can't you understand Oh my little girl All I ever wanted All I ever needed Is here in my arms Words are very unnecessary They can only do harm Vows are spoken To be broken Feelings are intense Words are trivial Pleasures remain So does the pain Words are meaningless And forgettable All I ever wanted All I ever needed Is here in my arms Words are very unnecessary They can only do harm Enjoy the silence

Analogias de mim II...

England ... you are going home!

Boa sorte!

Quinta-feira, Junho 29, 2006

Analogias de mim...

Terça-feira, Junho 27, 2006

A Life Transmission

Confusion in her eyes that says it all. She's lost control. And she's clinging to the nearest passer by, She's lost control. And she gave away the secrets of her past, And said I've lost control again, And of a voice that told her when and where to act, She said I've lost control again. And she turned around and took me by the hand And said I've lost control again. And how I'll never know just why or understand She said I've lost control again. And she screamed out kicking on her side And said I've lost control again. And seized up on the floor, I thought she'd die. She said I've lost control. She's lost control again. She's lost control. She's lost control again. She's lost control. Well I had to phone her friend to state my case, And say she's lost control again. And she showed up all the errors and mistakes, And said I've lost control again. But she expressed herself in many different ways, Until she lost control again. And walked upon the edge of no escape, And laughed I've lost control. She's lost control again. She's lost control. She's lost control again. She's lost control. I could live a little better with the myths and the lies, When the darkness broke in, I just broke down and cried. I could live a little in a wider line, When the change is gone, when the urge is gone, To lose control. When here we come.

Terça-feira, Junho 13, 2006

O Melhor Gelado do Mundo III...

Fever For Chocolate, o melhor sabor... Não consigo mesmo decidir-me...

O Melhor Gelado do Mundo II...

É aqui que fico dividida. Este também é o melhor gelado do mundo. Belgium Chocolate, o melhor sabor...

Santo António na Bica

Nas últimas horas de luz, as ruas íngrumes da bica começavam a encher-se. Os assadores fumegavam, os vizinhos trocavam copos de sangria, os reformados começavam a encher as janelas como que a aguardar a noite mais esperada do ano. Junto ao Adamastor, o ambiente era demasiado underground. A música popular era substituída por um reggae duvidoso e a vontade de socializar com pessoas desconhecidas, sempre com a ajuda de uma cerveja, decrescia substancialmente. Algum medo. Depois do usual reconhecimento de terreno e de uma senhora de cor me ter posto em sentido, pois a cerveja que eu trazia na mão não tinha sido comprada no seu estabelecimento, descobri a melhor sardinha da Bica. Grupo Excursionista Vai Tu, fundado em 1943. Do lado direito da rua, uma mesa inclinada e duas cadeiras com o avô e a neta. O avô recebia o dinheiro e devolvia uma senha que valia sardinha no pão. A neta, mostrando o ar sério com que as crianças ensaiam as responsabilidades adultas, escolhia uma fatia de pão, colocava-a sobre um guardanapo e dava ao cliente. Do lado direito, onde o fumo não deixava ver a nossa companhia, pessoas com fatias de pão na mão estendida aguardavam a sardinha que completava o petisco. A amizade com o senhor do assador do Grupo Excursionista Vai Tu foi espontânea: "Menina, vai um brinde?"; "Minha flor, tome lá a sua sardinha."; "Se não estiver bem assada, venha cá que eu dou-lhe outra!". Um pouco mais abaixo a entrada de um prédio fazia de banco, cumprimentavam-se os moradores do mesmo, que pediam com licença para entrar em casa: "Com licença. É só um jeitinho. Boa noite.". A sardinha no pão era devorada com as mãos, o cheiro entranhava-se pelo corpo. E se não for assim, não se esteve verdadeiramente nos santos populares de Lisboa. A meio da refeição, o encontro com amigos e outros ainda desconhecidos que sabiam as coordenadas do verdadeiro coração dos santos da Bica. Numa das escadarias de calçada portuguesa mais longas do bairro, um palco montado uns quantos metros acima do chão, dava base ao sr. Vitorino e ao organista seu acompanhante, o Jacaré. Não posso de deixar de referir o senhor da t-shirt Staff que fazia o papel de coreógrafo, pouco sincronizado mas sempre de braços no ar. De Amália a Quim Barreiros, de Carlos do Carmo a Xutos e Pontapés. Dançar o bailarico, fazer o comboio, saltar e acompanhar o sr. coreógrafo, cantar o hino e gritar Portugal. Que maravilha! As senhoras de avental a dançar a pares, um velhinho que nos confessa "estou muito bêbedo" e a televisão a acompanhar as marchas na avenida. A multidão forrava as ruas da Bica mas era agradável subir a rua para ir buscar uma bifana, descer mais um pouco e pedir mais uma cerveja, ouvir que música passava no Bicaense ou seguir o som Blue Monday dos New Order. À medida que as horas passavam, os assadores apagavam-se, a neta que dava o pão para a sardinha já dormia e a festa fazia-se um pouco mais acima na rua do elevador. Ver gente conhecida, dar abraçinhos que só fazem sentido porque já não estamos no completo domínio das nossas faculdades e pedir Joy Division ou The Cure ao senhor libidinoso que serve o nosso vodka limão. A noite estava feita com todas as abordagens possíveis. Dançar "Cheira a Lisboa" e degustar a bela da sardinha, estar no revivalismo musical um pouco mais acima do Bicaense e beber um vodka limão. Decidir que esta foi a melhor noite de santos populares. Decidir que a Bica sabe festejar o Santo António.